Sintomas

Zumbido no ouvido: o que pode ser, causas e quando investigar

Escrito pela equipe editorial do Plantão 24h e revisado pelo Dr. Leonardo Silva Vieira Filho - CRM 33727/GO | Publicado em | Última revisão médica: | 11 min de leitura

Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica.

Mulher aperta a mão contra a orelha e fecha os olhos de incômodo enquanto dobra roupa na área de serviço
Resposta rápida

Zumbido no ouvido não é doença - é um sintoma, um som (apito, chiado, zunido) que você ouve sem fonte externa. E quase nunca aparece isolado: costuma vir junto de outra coisa - tontura, dor de ouvido, nariz entupido, dor de cabeça ou uma fase de estresse -, e é essa companhia que aponta a causa. Ele piora no silêncio, e por isso incomoda mais na hora de dormir. Não existe remédio, chá ou suplemento com eficácia comprovada pra "acabar" com o zumbido: o que funciona é tratar a causa. Procure avaliação sem demorar se ele for só de um ouvido, se pulsar no ritmo do coração, ou se vier com perda súbita de audição.

Pontos-chave
  • Zumbido é sintoma, não diagnóstico. A pergunta útil não é "o que é esse apito", e sim "o que veio junto com ele".
  • Quase nunca vem sozinho: tontura, dor de ouvido, nariz entupido, dor de cabeça e fases de estresse são os acompanhantes mais comuns, e cada um leva a uma causa diferente.
  • Piora no silêncio - por isso incomoda mais à noite. Um som de fundo suave ajuda mais do que o silêncio absoluto.
  • Não existe pílula que cure. Nenhum remédio, chá ou suplemento tem eficácia comprovada; o que se trata é a causa.
  • Sinal de alarme nº 1: zumbido em um ouvido só, que pulsa como o coração, ou com perda súbita de audição - avaliação sem demora.

O que é o zumbido no ouvido (e por que ele não é uma doença)

Zumbido no ouvido - tinnitus ou acufeno, no termo médico - é a percepção de um som sem fonte externa que o produza. Cada um descreve do seu jeito: apito, chiado no ouvido, zunido, barulho no ouvido, cachoeira, cigarra, às vezes um zumbido na cabeça sem lado definido. Na maioria dos casos é subjetivo: só quem sente escuta. E o ponto que muda tudo: zumbido não é doença - é sintoma, sinal de que algo no caminho da audição está diferente.

Essa distinção organiza todo o resto. O zumbido é consequência de outra coisa - cera no tímpano, uma infecção, uma alteração no labirinto, um ouvido que perdeu audição, uma crise de enxaqueca, uma fase de estresse. Perguntar "o que é esse apito?" leva a lugar nenhum. A pergunta que resolve é: o que mais está acontecendo junto com ele?

Ele é mais comum do que parece - estima-se que entre 10% e 15% da população conviva com algum grau de zumbido - e tem uma característica quase universal: fica mais evidente no silêncio. Daí tanta gente só reparar no apito na hora de deitar, e daí o silêncio absoluto, ao contrário do que a intuição sugere, piorar a experiência.

Zumbido quase nunca vem sozinho: o que vem junto com ele

Na prática clínica, o zumbido raramente é a única queixa. Ele chega acompanhado - e o acompanhante é a melhor pista da causa. Com tontura ou vertigem, aponta pro labirinto. Com dor de ouvido ou ouvido tampado, pro próprio ouvido (cera, infecção). Com nariz entupido e gripe, pras vias aéreas. Com dor de cabeça latejante, pra enxaqueca. E numa fase de estresse e noites mal dormidas, o zumbido que já existia fica muito mais audível. Reparar no que veio junto é o primeiro passo - e é o que o médico vai perguntar.

O que a nossa experiência mostra. Revisamos os atendimentos da nossa telemedicina em busca do zumbido. O achado foi mais claro do que esperávamos:

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consultas em que o zumbido foi o diagnóstico. Em 27.522 atendimentos, ele apareceu em 128 relatos de pacientes - e em nenhum deles veio sozinho. Foi sempre o sintoma que acompanhava outra coisa.
Dado operacional Plantão 24h, 27.522 atendimentos, março de 2025 a julho de 2026.

Quando o médico fechou um diagnóstico, foi este o retrato:

O que o médico diagnosticou Atendimentos
Labirintite, tontura ou vertigem 27
Otite ou outra queixa de ouvido 25
Gripe, resfriado ou infecção das vias aéreas 14
Dor de cabeça ou enxaqueca 14
Sinusite 4
Outros diagnósticos 10
Sem diagnóstico registrado 34

Observação descritiva da experiência operacional da telemedicina Plantão 24h (27.522 atendimentos, março de 2025 a julho de 2026; 128 relatos livres que mencionaram zumbido). Não é estudo clínico nem levantamento epidemiológico. Estes atendimentos se sobrepõem, por definição, aos das páginas de labirintite, tontura e dor de ouvido - o recorte aqui é o do zumbido, não o daquelas condições.

Zumbido com tontura ou vertigem

É a companhia mais frequente. Quando o zumbido vem com a sensação de que tudo está girando, com desequilíbrio ou audição abafada, a suspeita se volta pro labirinto - a estrutura do ouvido interno responsável ao mesmo tempo pela audição e pelo equilíbrio. É justamente o sintoma auditivo que ajuda a separar uma labirintite de outras causas de tontura, como pressão baixa ou ansiedade. Se a audição ainda oscila - piora nas crises e melhora depois -, entra no radar a doença de Ménière, que pede avaliação especializada.

Zumbido com dor de ouvido ou ouvido tampado

Quando o apito vem com dor, sensação de ouvido tampado ou secreção, a causa costuma estar no próprio ouvido: cera encostando no tímpano, uma otite, água presa depois da piscina. É o cenário mais simples de resolver - o zumbido some quando a causa sai. O guia de dor de ouvido trata a queixa principal desse grupo. Uma ressalva: não tente tirar a cera com cotonete. Ele empurra a cera pra dentro, compacta e piora tanto o entupimento quanto o zumbido.

Zumbido com nariz entupido, gripe ou pressão no rosto

O ouvido médio se comunica com o nariz por um canal (a tuba auditiva). Quando você está gripado ou resfriado ou com sinusite, esse canal congestiona, a pressão dos dois lados do tímpano desequilibra e aparecem ouvido tampado, audição abafada e zumbido. Costuma ser passageiro: quando o nariz desentope, o zumbido vai junto. Se persistir semanas depois do resfriado, aí sim vale investigar.

Zumbido com dor de cabeça

Zumbido e dor de cabeça aparecem juntos com frequência, sobretudo em quem tem enxaqueca. Durante a crise a sensibilidade a estímulos aumenta - luz, som e, pra muita gente, o próprio zumbido, que fica mais alto ou surge do nada. Ele tende a acompanhar o ciclo da crise: chega com ela e vai embora com ela.

Zumbido com estresse, ansiedade e noites mal dormidas

Aqui circula muita meia-verdade. Estresse e ansiedade raramente "criam" um zumbido do nada - mas mudam radicalmente o quanto ele incomoda. Num período de tensão, com sono ruim, o mesmo apito que passava despercebido vira o centro do dia. E se forma um ciclo: o zumbido atrapalha o sono, a falta de sono aumenta a ansiedade, a ansiedade aumenta a percepção do zumbido. Se você reconhece esse ciclo, os guias de crise de ansiedade e de insônia tratam as duas pontas. Nada disso faz do zumbido "coisa da cabeça": ele é real, e a causa física continua merecendo ser procurada.

O que causa o zumbido no ouvido

As causas mais comuns são o ruído alto (show, fone no volume máximo, trabalho barulhento), o acúmulo de cera, as infecções do ouvido, a perda de audição da idade, alterações do labirinto, problemas na articulação da mandíbula e o bruxismo. Alguns medicamentos têm o zumbido como efeito colateral, e causas vasculares explicam o zumbido que pulsa. Estresse e sono ruim raramente são a causa original, mas amplificam muito a percepção.

Os fatores que mais aparecem:

  • Exposição a ruído alto: a causa evitável mais importante. Shows, fones no volume máximo, trabalho barulhento. O dano se acumula e pode levar a zumbido e perda de audição permanentes.
  • Cera acumulada: uma "rolha" de cerume encostando no tímpano dá ouvido tampado e zumbido. Das causas mais simples de resolver - por um profissional, nunca com cotonete.
  • Infecções do ouvido: otite média ou externa alteram a condução do som, gerando zumbido junto da dor.
  • Perda de audição: com a idade, as células que captam o som se desgastam. É a causa mais comum de zumbido persistente em pessoas mais velhas - e o zumbido costuma ser o primeiro sinal, antes da queixa auditiva.
  • Alterações do labirinto: labirintite, doença de Ménière e outras condições do ouvido interno unem zumbido, vertigem e alteração da audição.
  • Mandíbula e bruxismo: a articulação da mandíbula fica ao lado do ouvido. Disfunções dela e o hábito de ranger os dentes dormindo podem gerar zumbido e dor perto do ouvido.
  • Medicamentos: vários remédios de uso comum têm o zumbido como efeito colateral, em geral reversível. Nunca suspenda um medicamento por conta própria - leve a queixa a quem prescreveu.
  • Causas vasculares: quando o zumbido pulsa no ritmo do coração, a origem costuma estar no fluxo de sangue perto do ouvido. Sempre pede investigação.

O que ajuda no zumbido (e a pergunta que todo mundo faz: tem cura?)

Não existe remédio, chá ou suplemento com eficácia comprovada pra fazer o zumbido desaparecer. Não é pessimismo - é o que a evidência mostra hoje. O que funciona é tratar a causa, quando há uma tratável (cera, otite, gripe), e reduzir o quanto ele incomoda: som de fundo em vez de silêncio, proteção contra ruído, cuidado com o sono e, havendo perda de audição, o tratamento dela. Nos casos persistentes, terapias sonoras e psicológicas têm bom resultado, com acompanhamento.

O que costuma ajudar

  • Som de fundo, em vez de silêncio: um ventilador, música baixa, um rádio fora de estação. Com outro som no ambiente, o cérebro deixa de dar destaque ao zumbido. É a medida mais simples e a mais útil na hora de dormir.
  • Proteger o ouvido do ruído: protetor auricular em show e trabalho barulhento; fone bem abaixo do volume máximo. Não trata o zumbido que já existe, mas impede que piore.
  • Cuidar do sono e do estresse: não porque o zumbido seja "psicológico", mas porque cansaço e ansiedade aumentam o quanto ele se impõe.
  • Tratar a causa quando existe: retirar a cera com profissional, tratar a otite, esperar o resfriado passar - nesses casos o zumbido some junto. Havendo perda de audição, tratá-la (inclusive com aparelho auditivo, sob indicação médica) costuma reduzir bastante o zumbido.
  • Terapias com acompanhamento: no zumbido persistente, terapias sonoras e abordagens psicológicas reduzem o impacto na vida. Não fazem o som sumir, mas tiram dele o comando do dia.
Tem cura? E os remédios, chás e suplementos?

A cura depende da causa. Se o zumbido vem de cera, otite ou um resfriado, some quando a causa é resolvida. Se vem de perda de audição por ruído ou pela idade, em geral não desaparece - mas o incômodo diminui muito com tratamento. O que não existe é cura única pro "zumbido", porque ele é sintoma de várias condições.

Quanto a remédios: nenhum remédio, chá caseiro ou suplemento demonstrou eficácia pra eliminar o zumbido. Não tome nada por conta própria, não repita receita de outra pessoa e desconfie de produto vendido como solução definitiva. Quando há tratamento, ele é pra causa, e quem indica é o médico. Se você já usa algum medicamento e o zumbido começou junto, fale com quem prescreveu: não suspenda nada sozinho.

O que NÃO fazer
  • Usar cotonete ou qualquer objeto pra "limpar" o ouvido - empurra a cera pra dentro, compacta e pode ferir o tímpano. Piora o zumbido em vez de resolver.
  • Tomar remédio, chá ou suplemento por conta própria pra acabar com o zumbido - nenhum tem eficácia comprovada, e alguns fazem mal.
  • Suspender um medicamento sozinho por suspeitar que ele causou o zumbido - fale antes com quem prescreveu.
  • Ignorar um zumbido que é só de um ouvido, sobretudo com perda de audição desse lado - é o cenário que mais precisa de investigação.
  • Buscar significado místico pro zumbido - ele é sinal do corpo, não recado. Procurar sentido oculto num sintoma novo só atrasa a avaliação de causas que têm tratamento.

Quando investigar o zumbido (e os sinais de alarme)

Um zumbido leve, nos dois ouvidos, que aparece junto de um resfriado ou de uma fase estressante e melhora sozinho, quase nunca é sinal de gravidade. O que muda o cenário é o zumbido de um ouvido só, o que pulsa no ritmo do coração e o que vem com perda súbita de audição - este é urgência, porque a janela pra tratar é curta. A avaliação se faz com otoscopia (olhar dentro do ouvido) e audiometria (medir a audição), e as duas são presenciais.

Os três cenários abaixo ajudam a calibrar a urgência:

Dá pra observar e avaliar sem correria

Zumbido leve, nos dois ouvidos, que apareceu junto de um resfriado, de um show alto ou de uma fase de estresse, sem perda de audição nem tontura. Som de fundo e proteção contra ruído ajudam enquanto passa.

Procure avaliação

Zumbido que persiste por semanas, atrapalha o sono ou a concentração, vem com tontura ou audição abafada, ou apareceu do nada e não passa. Vale examinar o ouvido e medir a audição.

Não espere

Perda súbita de audição com zumbido; zumbido em um ouvido só, sobretudo com queda da audição desse lado; zumbido que pulsa como o coração; após trauma na cabeça; ou com sintomas neurológicos.

Os sinais que mudam tudo

Alguns padrões de zumbido pedem avaliação médica sem demora. Procure atendimento se houver:

  • Perda súbita de audição, com ou sem zumbido: urgência de otorrinolaringologia. A surdez súbita tem janela curta de tratamento, e cada dia conta. Não espere pra ver se melhora.
  • Zumbido em um ouvido só (unilateral), sobretudo com perda de audição do mesmo lado: é o padrão que mais preocupa. Precisa ser investigado, entre outras coisas pra descartar um tumor benigno do nervo auditivo (neurinoma do acústico) - raro, mas o motivo de a investigação existir.
  • Zumbido pulsátil, que bate no ritmo do seu coração: sugere causa vascular, no fluxo de sangue perto do ouvido. Sempre investigar.
  • Zumbido com vertigem e audição que oscila (piora nas crises, melhora depois): pode ser doença de Ménière.
  • Zumbido depois de trauma na cabeça ou de som muito alto (explosão, show, tiro).
  • Zumbido com sintomas neurológicos: fraqueza, alteração da fala, paralisia de um lado do rosto ou desequilíbrio importante. Urgência.

Como a telemedicina ajuda (e qual é o limite)

Aqui vale a honestidade que o nosso próprio dado impõe: a teleconsulta não fecha o diagnóstico de um zumbido. Ele se investiga com otoscopia e audiometria, ambas presenciais. O que a telemedicina faz muito bem - e é o que nossos atendimentos mostram - é cuidar do que veio junto. O médico ouve como o zumbido começou, se é de um ouvido ou dos dois, se pulsa, se houve perda de audição; com isso separa o zumbido banal do que precisa de investigação, orienta a causa acompanhante quando ela é comum, e encaminha ao otorrino quando é o caso - sem você perder semanas descobrindo sozinho.

Em outras palavras: se o seu zumbido veio com o nariz entupido de um resfriado, com dor de ouvido ou dentro de uma crise de enxaqueca, é provável que a consulta online resolva o que precisa ser resolvido. Se ele é só de um lado, se pulsa, ou se veio com perda de audição, o melhor que ela faz é reconhecer isso rápido e te colocar no caminho certo. Os dois desfechos são úteis - e saber qual é o seu já é meio caminho.

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Perguntas frequentes

Zumbido no ouvido, o que pode ser?

Zumbido é sintoma, não doença - a resposta depende do que vem junto. Com tontura ou vertigem, aponta pro labirinto. Com dor de ouvido ou ouvido tampado, pra cera ou otite. Com nariz entupido, pra resfriado ou sinusite. Com dor de cabeça latejante, pra enxaqueca. Também vem de ruído alto, perda de audição pela idade, da mandíbula ou do bruxismo. De um ouvido só, ou que pulsa, precisa de investigação.

Zumbido no ouvido tem cura?

Depende da causa. Se vem de cera, otite ou resfriado, some quando a causa é tratada. Se vem de perda de audição por ruído ou pela idade, em geral não desaparece - mas o incômodo diminui muito com tratamento, inclusive aparelho auditivo quando indicado. Não existe cura única pro "zumbido": ele é sintoma de várias condições. Desconfie de promessa de cura rápida.

Qual o melhor remédio para zumbido no ouvido?

Não há um. Nenhum remédio, chá caseiro ou suplemento demonstrou eficácia pra eliminar o zumbido - essa é a resposta honesta. Quando há tratamento medicamentoso, ele é pra causa (uma otite, por exemplo), e a indicação é do médico, depois de examinar o ouvido. Não tome nada por conta própria nem repita receita de outra pessoa. Se você já usa algum medicamento e o zumbido começou junto, fale com quem prescreveu antes de suspender.

Zumbido no ouvido esquerdo ou direito é perigoso?

O que importa não é o lado, e sim ser um lado só. Zumbido unilateral - especialmente com perda de audição do mesmo lado - é o padrão que mais pede investigação, entre outros motivos pra descartar um tumor benigno do nervo auditivo, raro mas tratável. Nos dois ouvidos, leve e passageiro, costuma ser bem menos preocupante. Se o seu apito é só de um lado e não passa, marque avaliação.

O que significa zumbido no ouvido?

Do ponto de vista médico, significa que algo no caminho da audição está diferente: cera no tímpano, uma infecção, alteração no labirinto, perda de audição, ruído em excesso. É sinal do corpo, não recado. Buscar significado místico num zumbido novo tem custo real: atrasa a avaliação de causas tratáveis - e algumas, como a perda súbita de audição, têm janela curta.

Zumbido no ouvido pode ser emocional?

Estresse e ansiedade raramente criam o zumbido do zero, mas mudam muito o quanto ele incomoda. Numa fase de tensão, com sono ruim, o mesmo apito que passava despercebido ocupa o centro do dia - e forma um ciclo: o zumbido atrapalha o sono, a falta de sono aumenta a ansiedade, a ansiedade aumenta a percepção dele. Isso não faz dele "coisa da cabeça": é real, e a causa física continua merecendo ser procurada.

Zumbido e tontura ao mesmo tempo, o que pode ser?

É a dupla mais comum, e aponta pro ouvido interno. Quando o zumbido vem com sensação de girar, desequilíbrio e audição abafada, a suspeita recai sobre o labirinto - é o sintoma auditivo que separa uma labirintite de outras causas de tontura, como pressão baixa ou ansiedade. Se a audição oscila, piorando nas crises, entra no radar a doença de Ménière.

Fontes consultadas
  1. NHS — Tinnitus. nhs.uk/conditions/tinnitus
  2. MedlinePlus — Tinnitus. medlineplus.gov/tinnitus
  3. Cleveland Clinic — Tinnitus (Ringing in Ears). my.clevelandclinic.org
  4. Merck Manual (Versão para Profissionais) — Tinnitus. merckmanuals.com
  5. CFM — Resolução nº 2.314/2022 (telemedicina). sistemas.cfm.org.br
Dr. Leonardo Silva Vieira Filho
Revisado por Dr. Leonardo Silva Vieira Filho

Médico generalista - CRM 33727/GO. Formação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com experiência em urgência, emergência e Responsabilidade Técnica.

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Sobre este artigo: escrito pela equipe editorial do Plantão 24h com base em NHS, MedlinePlus, Cleveland Clinic e Merck Manual (Versão para Profissionais), na Resolução CFM nº 2.314/2022 e na experiência da própria operação. Revisão técnica pelo Dr. Leonardo Silva Vieira Filho (CRM 33727/GO). Atualizamos o conteúdo a cada 12 meses ou quando houver nova diretriz oficial. Educativo; não substitui consulta médica.

Conflitos de interesse: o Plantão 24h é uma plataforma de telemedicina. O conteúdo educativo é independente da operação comercial; as recomendações seguem evidência médica, não interesse de venda.