Sintomas

Dor de ouvido: o que pode ser, otite e quando procurar

Escrito pela equipe editorial do Plantão 24h e revisado pelo Dr. Leonardo Silva Vieira Filho - CRM 33727/GO | Publicado em | Última revisão médica: | 10 min de leitura

Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica.

Homem de perfil na poltrona ao entardecer com dor de ouvido, as mãos pressionando a orelha e o rosto contraído de dor
Resposta rápida

Dor de ouvido (otalgia) é um sintoma, não um diagnóstico - e nem toda dor de ouvido é otite. As causas mais comuns são a otite média (no ouvido médio, atrás do tímpano, clássica depois de um resfriado e muito comum em crianças), a otite externa ou "ouvido de nadador" (no canal externo, dói ao puxar a orelha, ligada a água e umidade), o tampão de cera (cerume) e a dor referida (que vem da garganta, de um dente ou da articulação da mandíbula - o ouvido em si está normal). Na maioria das vezes a causa é benigna. E um ponto que confunde muita gente: nem toda otite precisa de antibiótico - boa parte das otites médias é viral e melhora sozinha; o antibiótico é exceção, decidida pelo médico caso a caso. Procure atendimento com urgência se houver inchaço, vermelhidão ou dor atrás da orelha empurrando-a para frente (suspeita de mastoidite), saída de pus ou sangue, perda de audição súbita, vertigem ou paralisia de um lado do rosto - e fique atento a bebês que puxam a orelha com febre e a diabéticos com dor intensa. O diagnóstico costuma exigir otoscopia (o médico olhar o tímpano), que é presencial: a teleconsulta tria, orienta o alívio da dor e reconhece o que precisa de exame presencial ou emergência.

Pontos-chave
  • Dor de ouvido é sintoma, não diagnóstico. Nem toda dor de ouvido é otite - pode ser cera, ou uma dor que na verdade vem da garganta, de um dente ou da mandíbula (dor referida).
  • Existem dois tipos principais de otite. A média (ouvido médio, profunda, depois de resfriado) e a externa ou "ouvido de nadador" (no canal, dói ao puxar a orelha, ligada a água).
  • Nem toda otite precisa de antibiótico. Boa parte das otites médias é viral e melhora sozinha; o antibiótico é exceção, decidida caso a caso pelo médico.
  • O alarme é a dor com companhia. Dor atrás da orelha com inchaço, pus ou sangue, febre alta, perda de audição, vertigem ou paralisia no rosto pedem avaliação urgente.
  • O diagnóstico costuma ser presencial. A otoscopia (olhar o tímpano) define muito do quadro; a teleconsulta tria, orienta o alívio da dor e reconhece o alarme.

O que pode ser a dor de ouvido (e por que nem toda dor de ouvido é otite)

Dor de ouvido (o nome técnico é otalgia) é um sintoma, não um diagnóstico. A primeira pergunta que o médico faz é se a dor nasce no próprio ouvido ou se é uma dor referida - aquela que tem origem em outro lugar (garganta, dente, mandíbula) e "ecoa" no ouvido, mesmo com o ouvido saudável. Quando a dor é do ouvido em si, as causas mais comuns são a otite média, a otite externa e o tampão de cera. Reconhecer o seu caso ajuda a entender o cuidado certo.

Quatro situações cobrem a maioria das dores de ouvido. Vale reconhecer a sua:

O que pode ser Como costuma ser O que costuma estar por trás
Otite média Dor profunda e latejante, "por dentro"; costuma vir depois de um resfriado; muito comum em crianças, às vezes com febre Inflamação ou infecção do ouvido médio, atrás do tímpano
Otite externa ("ouvido de nadador") Dor no canal que piora ao puxar a orelha ou mastigar; coceira, ouvido inchado ou "molhado" Inflamação do canal externo, ligada a água, umidade e ao uso de cotonete
Cera (cerume) Ouvido tampado, audição abafada, às vezes leve desconforto; piora ao cutucar com cotonete Acúmulo ou rolha de cera no canal
Dor referida O ouvido "dói", mas parece normal; vem junto de dor de garganta, dor de dente ou dor na mandíbula Origem fora do ouvido: garganta, dente, articulação da mandíbula (ATM)

A pista que mais ajuda a separar uma da outra: se dói ao puxar a orelha, aponta mais para o canal externo; se a dor é profunda e veio depois de um resfriado, aponta mais para o ouvido médio; se o ouvido está mais tampado do que dolorido, pode ser cera; e se o ouvido parece normal mas dói junto com a garganta ou com um dente, pode ser dor referida. Não dá para fechar o diagnóstico só pela descrição, mas ela encurta bastante o caminho.

Nem toda dor de ouvido é otite

"Otite" virou sinônimo de dor de ouvido, mas nem sempre é o caso. O tampão de cera e a dor referida (que vem da garganta, de um dente ou da mandíbula) são bem comuns e não são infecção do ouvido. Quando a dor no ouvido aparece junto de dor de garganta forte, vale ver também o nosso guia de dor de garganta e o de amigdalite - a origem pode estar ali.

Otite média × otite externa: como diferenciar

As duas otites mais comuns afetam partes diferentes do ouvido e deixam pistas diferentes. A otite externa é no canal (a parte de fora, que você alcança), liga-se a água e umidade, e sua marca registrada é a dor ao puxar ou tocar a orelha. A otite média é atrás do tímpano (que você não alcança), costuma vir depois de um resfriado, e a dor é mais profunda e latejante, às vezes com febre e sensação de ouvido tampado.

O quadro lado a lado ajuda a reconhecer:

Otite externa ("ouvido de nadador") Otite média
Onde fica Canal externo (a parte de fora) Ouvido médio, atrás do tímpano
Pista clássica Dói ao puxar ou tocar a orelha; coceira Dor profunda e latejante "por dentro"
Gatilho comum Água, umidade, natação, cotonete Gripe ou resfriado, alergia (mais em crianças)
Costuma vir com Canal inchado, coceira, secreção, ouvido "molhado" Febre, ouvido tampado; em bebês, irritabilidade

Por que separar importa? Porque o cuidado muda. Manter o ouvido seco, por exemplo, ajuda bastante na otite externa - e a externa costuma vir justamente depois de muito contato com água. Já a otite média costuma aparecer na esteira de uma gripe ou resfriado, quando a congestão atrapalha a drenagem do ouvido. Confirmar qual é, no entanto, costuma exigir o médico olhar o canal e o tímpano - e é por isso que parte dos casos precisa de avaliação presencial.

Nem toda otite precisa de antibiótico

Este é o ponto que mais gera confusão. Boa parte das otites médias é causada por vírus - muitas vezes na esteira de um resfriado - e melhora sozinha em alguns dias, sem antibiótico. Mesmo quando há infecção bacteriana, em muitos casos o médico opta por observar a evolução e tratar a dor primeiro, reservando o antibiótico para situações específicas (dor que não cede, febre alta, crianças pequenas, piora). Ou seja: o antibiótico não é automático - quem decide é o médico, caso a caso.

É a mesma lógica de outras infecções comuns das vias aéreas, como a sinusite e a amigdalite: a maioria é viral e autolimitada, e o antibiótico fica reservado para os casos que realmente pedem. Tomá-lo "por garantia" não acelera um quadro viral e ainda traz efeitos colaterais e resistência - por isso a decisão de tratar, ou de esperar e observar, é do médico.

98%
das consultas por dor de ouvido na nossa base não terminaram com pedido de exame de imagem ou laboratório - o diagnóstico da otite é clínico, feito olhando o ouvido, e não por exame de sangue.
Plantão 24h - base de teleconsultas - n=171 - jan-mai 2026

O que a nossa própria base mostra. Entre os atendimentos por dor de ouvido na nossa telemedicina, o perfil de idade é amplo - de bebês e crianças a adultos -, o que combina com o fato de a otite ser tão comum na infância. O pedido de exame foi raríssimo, e isso não é por acaso: a otite não se diagnostica por exame de sangue nem por raio-X, e sim pelo médico olhar o tímpano com o otoscópio. O foco do atendimento foi aliviar a dor e orientar, com o antibiótico ficando para os casos que pediam; o afastamento, quando registrado, foi curto (1 a 2 dias).

Dado operacional descritivo da telemedicina Plantão 24h (n=171, jan-mai 2026, população que tende a ser mais jovem que a média). Não é estudo clínico, diretriz nem substitui avaliação médica.

O que ajuda a aliviar a dor de ouvido em casa

Enquanto você não passa pelo médico, o objetivo é aliviar a dor com segurança. As medidas gerais são simples: uma compressa morna sobre a orelha costuma confortar; manter a cabeça mais elevada ajuda (a dor de ouvido costuma piorar deitado); e, na suspeita de otite externa, manter o ouvido seco. O alívio da dor é parte central do cuidado - mas qualquer remédio, inclusive gotas no ouvido, deve ser orientado por um médico, porque depende da causa e de o tímpano estar íntegro ou não.

O que costuma ajudar a atravessar os primeiros dias:

  • Compressa morna na orelha. Um pano morno (não quente) sobre o ouvido ajuda no conforto.
  • Cabeça elevada. Dormir mais reclinado ou com um travesseiro a mais costuma aliviar - a dor de ouvido piora deitado.
  • Mantenha o ouvido seco. Evite entrar água; seque bem a parte de fora após o banho. Vale especialmente na suspeita de otite externa.
  • Alívio da dor e da febre conforme orientação médica. Tratar a dor é prioridade; o que usar e como, quem orienta é o médico.
  • Hidrate-se e descanse. Sobretudo se a dor veio na esteira de um resfriado.
O que NÃO fazer
  • Enfiar cotonete, grampo ou qualquer objeto no canal — empurra a cera para o fundo, machuca o canal e pode até furar o tímpano. O ouvido se limpa sozinho.
  • Usar "vela de ouvido" (ear candling) — não tem eficácia comprovada e pode causar queimadura e lesão no tímpano.
  • Pingar gota no ouvido por conta própria — se o tímpano estiver perfurado, algumas gotas são contraindicadas. Quem decide a gota certa é o médico.
  • Tomar antibiótico por conta própria ou "que sobrou" — boa parte das otites não precisa, e o uso errado traz resistência e efeitos colaterais.
  • Ignorar dor forte com febre, pus ou dor atrás da orelha achando que "é só otite" — esses sinais pedem avaliação (veja a próxima seção).

Sinais de alarme: quando procurar com urgência

A maioria das dores de ouvido é benigna, mas alguns sinais pedem avaliação rápida - e alguns, emergência. O principal é a suspeita de mastoidite (infecção do osso atrás da orelha): inchaço, vermelhidão e dor atrás da orelha, que pode empurrar a orelha para frente e para fora. Outros sinais de atenção: saída de pus ou sangue pelo ouvido, perda de audição súbita, vertigem importante ou paralisia de um lado do rosto.

Procure atendimento com urgência se a dor de ouvido vier com qualquer um destes:

  • Inchaço, vermelhidão ou dor atrás da orelha, que empurra a orelha para frente - pode ser mastoidite (emergência).
  • Dor forte com febre alta que não cede.
  • Saída de pus ou sangue pelo ouvido.
  • Perda de audição súbita.
  • Tontura ou vertigem importante junto da dor - pode envolver o ouvido interno (veja o nosso guia de tontura).
  • Paralisia ou fraqueza de um lado do rosto.
  • Objeto ou inseto preso no ouvido (corpo estranho).
  • Bebê ou criança pequena puxando a orelha, com febre, muito irritado ou sem conseguir dormir.
  • Diabético ou pessoa com imunidade baixa com dor intensa no ouvido.
Dá para cuidar em casa

Dor leve a moderada, sem febre alta, que melhora com compressa morna e alívio da dor - sobretudo se veio depois de um resfriado.

Vale avaliação médica

Dor que não melhora em 1-2 dias, febre, secreção, ouvido tampado persistente, dor ao puxar a orelha, crianças, ou quem é diabético ou imunossuprimido.

Emergência - procure agora

Inchaço ou dor atrás da orelha, pus ou sangue, perda de audição súbita, vertigem intensa, paralisia no rosto, ou dor muito forte com febre alta.

Atenção redobrada: bebês, crianças e quem tem imunidade baixa

A otite média é muito comum na infância, e o bebê não sabe descrever a dor. Observe sinais como puxar ou mexer na orelha, choro e irritabilidade, febre, dificuldade para dormir e, às vezes, secreção no ouvido - e procure avaliação, sem medicar por conta própria. Já diabéticos e pessoas com imunidade baixa merecem atenção extra: uma dor intensa no ouvido nesses casos deve ser avaliada mais cedo, porque há risco de uma forma mais grave de otite externa.

Quando a teleconsulta resolve (e qual é o limite)

Boa parte das dores de ouvido pode ser avaliada por teleconsulta. Conversando sobre como a dor começou (foi depois de um resfriado? de muito contato com água?), se dói ao puxar a orelha, se há febre, secreção ou queda de audição, o médico já consegue triar, orientar o alívio da dor, dizer quando é razoável observar e reconhecer o que precisa de avaliação presencial ou de emergência. O limite honesto: o diagnóstico da otite costuma exigir otoscopia - o médico olhar o tímpano com o otoscópio -, e isso é presencial.

Onde a teleconsulta é especialmente útil: na triagem - separar a dor benigna, que melhora com orientação, daquela que precisa de um olhar no tímpano - e em orientar com segurança o que fazer enquanto isso. Quando é preciso ver o tímpano (confirmar uma otite média, distinguir cera de infecção, checar perfuração) ou diante de sinais de alarme, o médico encaminha para o presencial - e reconhecer essa hora faz parte do cuidado.

Anote isto antes da consulta

Para ajudar o médico a triar a sua dor de ouvido, observe: como começou (depois de resfriado? de água ou natação?), se dói ao puxar a orelha, se tem febre, se há secreção (e qual a cor), se notou queda de audição, zumbido ou tontura, e há quanto tempo começou. Em criança, observe febre, irritabilidade e se ela puxa a orelha. Quanto mais detalhe, melhor a triagem.

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Perguntas frequentes

O que pode ser dor de ouvido?

Dor de ouvido (otalgia) é um sintoma, não uma doença. As causas mais comuns são a otite média (no ouvido médio, atrás do tímpano, geralmente depois de um resfriado), a otite externa ou "ouvido de nadador" (no canal externo, ligada a água, que dói ao puxar a orelha), o tampão de cera e a dor referida (que vem da garganta, de um dente ou da mandíbula, com o ouvido normal). Na maioria das vezes é benigna, mas alguns sinais pedem avaliação.

Toda dor de ouvido é otite?

Não. "Otite" virou sinônimo de dor de ouvido, mas nem sempre é o caso. Um tampão de cera pode causar ouvido tampado e desconforto, e a dor referida - que vem da garganta, de um dente ou da articulação da mandíbula - faz o ouvido doer mesmo estando saudável. Por isso a descrição do que você sente (dói ao puxar a orelha? veio depois de um resfriado? dói junto com a garganta?) ajuda o médico a entender a origem.

Como saber se é otite média ou externa?

A pista mais simples: a otite externa ("ouvido de nadador") fica no canal e dói ao puxar ou tocar a orelha, costuma vir ligada a água ou umidade e pode ter coceira e secreção. A otite média fica atrás do tímpano, dá uma dor mais profunda e latejante, costuma aparecer depois de um resfriado e pode vir com febre e ouvido tampado. Confirmar qual é, no entanto, costuma exigir o médico olhar o canal e o tímpano com o otoscópio.

Toda otite precisa de antibiótico?

Não. Boa parte das otites médias é viral, costuma surgir depois de um resfriado e melhora sozinha em alguns dias, sem antibiótico. Mesmo em casos bacterianos, o médico muitas vezes opta por tratar a dor e observar a evolução, reservando o antibiótico para situações específicas (dor que não cede, febre alta, crianças pequenas, piora). O antibiótico não é automático e tomá-lo "por garantia" não ajuda num quadro viral - quem decide é o médico.

O que é bom para aliviar a dor de ouvido?

Medidas gerais que costumam ajudar: compressa morna sobre a orelha, manter a cabeça mais elevada (a dor piora deitado), manter o ouvido seco (sobretudo na suspeita de otite externa) e descanso. O alívio da dor com medicamento e, quando indicada, a gota no ouvido devem ser orientados por um médico, porque dependem da causa e de o tímpano estar íntegro. Evite enfiar cotonete ou objetos e não use "vela de ouvido".

Dor de ouvido em criança ou bebê, o que fazer?

A otite média é muito comum na infância. Como o bebê não sabe descrever a dor, observe sinais como puxar ou mexer na orelha, choro e irritabilidade, febre, dificuldade para dormir e, às vezes, secreção. O melhor caminho é procurar avaliação médica e não medicar por conta própria. Procure atendimento com urgência se houver febre alta que não cede, inchaço ou dor atrás da orelha, ou se a criança estiver muito prostrada.

Quanto tempo dura uma dor de ouvido?

Depende da causa. Muitas otites médias virais melhoram em alguns dias, sobretudo com o alívio da dor. A dor de uma otite externa também tende a ceder conforme o canal desinflama e se mantém seco. Dor de ouvido que não melhora em 1 a 2 dias, que piora, ou que vem com febre alta, pus, dor atrás da orelha ou queda de audição merece avaliação médica, sem esperar "passar sozinho".

Dá para resolver dor de ouvido por teleconsulta?

Em boa parte dos casos, sim. Pela conversa, o médico consegue triar a dor de ouvido, orientar o alívio da dor, dizer quando é razoável observar e reconhecer sinais de alarme. O que a teleconsulta não substitui é a otoscopia - o exame presencial em que o médico olha o tímpano com o otoscópio. Quando é preciso ver o tímpano (confirmar uma otite média, separar cera de infecção, checar perfuração) ou diante de sinais de alarme, o médico encaminha para o presencial.

Fontes consultadas
  1. NHS — Earache. nhs.uk/conditions/earache
  2. NHS — Ear infections. nhs.uk/conditions/ear-infections
  3. MedlinePlus — Ear Infections (Otitis Media). medlineplus.gov/earinfections
  4. CDC — Ear Infection Basics. cdc.gov/ear-infection/about
  5. Cleveland Clinic — Ear Infection (Otitis Media). my.clevelandclinic.org
  6. Merck Manual (Versão para Profissionais) — Otitis Media (Acute). merckmanuals.com
  7. Merck Manual (Versão para Profissionais) — External Otitis (Acute). merckmanuals.com
  8. CFM — Resolução nº 2.314/2022 (telemedicina). sistemas.cfm.org.br
Dr. Leonardo Silva Vieira Filho
Revisado por Dr. Leonardo Silva Vieira Filho

Médico generalista - CRM 33727/GO. Formação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com experiência em urgência, emergência e Responsabilidade Técnica.

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Sobre este artigo: escrito pela equipe editorial do Plantão 24h com base em informações do NHS (Reino Unido), do MedlinePlus, do CDC, da Cleveland Clinic e do Merck Manual (Versão para Profissionais), na Resolução CFM nº 2.314/2022 de telemedicina, e em dado operacional da própria base de atendimentos. Revisão técnica pelo Dr. Leonardo Silva Vieira Filho (CRM 33727/GO). Atualizamos o conteúdo a cada 12 meses ou quando houver nova diretriz oficial. Este texto tem caráter educativo e não substitui consulta médica nem atendimento de urgência.

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