Sintomas

Labirintite: sintomas, o que é, tem cura e quando se preocupar

Escrito pela equipe editorial do Plantão 24h e revisado pelo Dr. Leonardo Silva Vieira Filho - CRM 33727/GO | Publicado em | Última revisão médica: | 11 min de leitura

Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica.

Mulher sentada na beira da cama ao acordar, uma mão pressionando a testa e a outra erguida, com tontura e olhos fechados num quarto de manhã
Resposta rápida

Labirintite é a inflamação do labirinto, uma parte do ouvido interno que cuida do equilíbrio e da audição. A marca dela é a vertigem - a sensação de que tudo está girando - que costuma vir junto com sintoma no ouvido: zumbido, audição abafada ou perda de audição. É justamente esse detalhe que separa a labirintite "de verdade" de outras causas de tontura. Na maioria das vezes é viral, benigna e melhora sozinha em dias a semanas; o que ajuda é repouso, evitar movimentos bruscos, hidratação e levantar devagar. Atenção: nem toda tontura é labirintite. Procure atendimento imediato se a vertigem vier com fala enrolada, fraqueza de um lado do corpo, visão dupla, dor no peito, desmaio, perda súbita de audição ou a pior dor de cabeça da vida.

Pontos-chave
  • Labirintite é do ouvido interno, não "qualquer tontura". É a inflamação do labirinto, que controla o equilíbrio.
  • A pista que diferencia: a vertigem da labirintite costuma vir com sintoma auditivo (zumbido, audição abafada, perda de audição) - é isso que a separa de outras causas de tontura.
  • Em geral é viral e benigna, costuma aparecer depois de um resfriado ou gripe e melhora sozinha em dias a algumas semanas.
  • Exame raramente é necessário: na nossa base, 9 em cada 10 consultas por labirintite/vertigem não geraram exame.
  • O que vigiar são os sinais de alarme: fala enrolada, fraqueza de um lado, visão dupla, dor no peito, desmaio ou perda súbita de audição - aí pode ser outra coisa, e é emergência.

O que é labirintite (e por que "nem toda tontura é labirintite")

Labirintite é a inflamação do labirinto, a estrutura do ouvido interno responsável pelo equilíbrio e pela audição. Quando ele inflama, o cérebro recebe sinais "trocados" sobre a posição do corpo - e o resultado é a vertigem, aquela sensação de que você (ou o ambiente) está girando. Como o labirinto também participa da audição, a labirintite costuma vir com sintoma no ouvido (zumbido, audição abafada). Na maioria das vezes é viral e benigna, e melhora sozinha.

No dia a dia, "labirintite" virou um nome guarda-chuva: muita gente chama de labirintite qualquer tontura. Mas, na medicina, a labirintite é uma coisa específica - a inflamação do labirinto - e nem toda tontura vem dela. Tontura é um sintoma com várias causas possíveis (pressão baixa, jejum, ansiedade, problema de coração, efeito de remédio, cristais soltos no ouvido); a labirintite é uma dessas causas. Se a sua dúvida é o panorama geral - "o que pode ser essa minha tontura?" -, comece pelo nosso guia de tontura. Aqui, o foco é a labirintite em detalhe.

O detalhe que mais ajuda a reconhecer a labirintite de verdade é a companhia do ouvido: a vertigem que vem com zumbido, sensação de ouvido tampado ou queda na audição aponta para o labirinto. Vertigem sem nenhum sintoma auditivo costuma ter outra explicação - é o que veremos a seguir.

Como reconhecer os sintomas da labirintite

O sintoma principal é a vertigem: a sensação de que tudo gira ou balança, que costuma piorar quando você mexe a cabeça e pode vir com enjoo, vômito e perda de equilíbrio. O que torna a labirintite reconhecível é a vertigem vir acompanhada de sintoma auditivo - zumbido, audição abafada ou perda de audição de um lado. Muitas vezes começa de repente, às vezes alguns dias depois de um resfriado ou de uma gripe.

Os sinais que mais aparecem numa crise de labirintite:

  • Vertigem rotatória: a impressão clara de que o ambiente está girando, e não só uma "cabeça leve".
  • Piora com o movimento: virar a cabeça, levantar ou andar costuma intensificar a sensação.
  • Enjoo e vômito, que acompanham a vertigem mais forte (veja náusea e vômito).
  • Sintoma no ouvido: zumbido, sensação de ouvido "cheio"/tampado ou queda da audição - a assinatura da labirintite.
  • Desequilíbrio: insegurança ao ficar de pé ou andar, com sensação de que vai cair para um lado.
  • Mal-estar e cansaço depois das crises, pelo desgaste do enjoo e da vertigem.

Por que o sintoma do ouvido importa tanto? Porque é ele que diferencia a labirintite de outras vertigens. Na nossa própria base de atendimentos por labirintite e vertigem, o zumbido aparece com frequência entre os relatos - e é justamente o sinal auditivo que ajuda o médico a separar a labirintite de causas que não mexem com a audição, como veremos no quadro a seguir.

Observação descritiva da experiência operacional da telemedicina Plantão 24h (jan–mai 2026; população que tende a ser mais jovem que a média). Não é estudo clínico.

Labirintite, VPPB, neurite vestibular e enxaqueca: como diferenciar

Várias condições causam vertigem, e elas se confundem no nome popular "labirintite". Em linhas gerais: a labirintite dá vertigem com sintoma auditivo; a neurite vestibular dá vertigem forte sem alterar a audição; a VPPB (vertigem de posição) provoca crises curtas, de segundos, disparadas por mexer a cabeça (deitar, virar na cama); e a enxaqueca vestibular liga a vertigem a quadros de enxaqueca. A diferença fina é trabalho do médico - mas conhecer o padrão ajuda.

Um guia rápido para orientar (sem substituir avaliação médica):

Quadro Como costuma se apresentar Mexe na audição?
Labirintite Vertigem que dura horas a dias, em geral após virose Sim (zumbido, audição abafada)
Neurite vestibular Vertigem forte e contínua, por dias Não
VPPB (vertigem de posição) Crises curtas, de segundos, ao mexer a cabeça Não
Enxaqueca vestibular Vertigem ligada a crises de enxaqueca Em geral não

Repare que a presença ou não de sintoma auditivo e a duração das crises são as principais pistas. A VPPB, por exemplo, costuma se resolver com manobras de reposicionamento feitas pelo profissional (e não com remédio) - mais um motivo para identificar qual é o seu caso. Esse leque todo de tonturas está no nosso guia de tontura; aqui ficamos na labirintite.

O que causa a labirintite (e a tal "labirintite emocional")

A labirintite é, na maioria das vezes, viral: aparece junto ou logo depois de uma infecção respiratória (resfriado, gripe) ou de um quadro de garganta/ouvido. Existe também a forma bacteriana, mais rara e mais séria, ligada a uma otite (infecção de ouvido) que avança. Estresse, ansiedade, cansaço e noites mal dormidas não "causam" labirintite, mas podem piorar a sensação de tontura e descompensar quem já tem tendência - é daí que vem a expressão popular "labirintite emocional".

As situações mais associadas:

  • Virose recente: resfriado, gripe ou outra infecção viral nos dias anteriores - a causa mais comum.
  • Otite (infecção de ouvido): quando uma infecção bacteriana do ouvido avança para o labirinto (forma mais séria, costuma vir com dor de ouvido e febre). Veja também dor de ouvido.
  • Estresse e ansiedade: não causam a inflamação, mas amplificam a tontura e o mal-estar.
  • Cansaço e sono ruim: deixam o corpo mais sensível à vertigem.

Sobre a "labirintite emocional" ou "nervosa": é um nome popular, não um diagnóstico médico. O que existe de real é que ansiedade e crises de pânico provocam tontura (cabeça leve, sensação de desmaio) com frequência - só que essa tontura costuma ser diferente da vertigem do labirinto e sem sintoma no ouvido. Se a sua tontura anda de mãos dadas com ansiedade, vale olhar também para isso (veja crise de ansiedade).

Como aliviar uma crise (em casa) e tem cura?

Na crise, o que mais ajuda é o repouso num lugar calmo, evitar movimentos bruscos da cabeça, levantar e virar devagar, e fixar o olhar num ponto parado quando a vertigem aperta. Hidratação e ambiente com pouca luz e barulho aliviam o enjoo. A maioria dos casos é viral e melhora sozinha em dias a algumas semanas. Remédios para enjoo e vertigem podem ser usados por orientação médica - não por conta própria, porque escondem sintomas e atrapalham a recuperação do equilíbrio se usados por muito tempo.

O que costuma aliviar

  • Repouso e calma. Deite-se ou sente-se num lugar tranquilo, com pouca luz e barulho, até a pior fase passar.
  • Movimentos lentos. Levantar da cama, virar o pescoço e mudar de posição devagar evita disparar a vertigem.
  • Fixe um ponto. Olhar para algo parado ajuda o cérebro a se "reorientar" quando tudo parece girar.
  • Hidrate-se. Beba água; o enjoo e o vômito desidratam e pioram o mal-estar.
  • Volte ao movimento aos poucos. Passada a fase aguda, retomar as atividades devagar ajuda o equilíbrio a se recuperar - ficar parado demais atrasa.

"Labirintite tem cura?"

Na maioria dos casos, sim: a labirintite viral melhora sozinha, e o equilíbrio costuma voltar ao normal em dias a poucas semanas, à medida que o ouvido interno se recupera e o cérebro se readapta. Em parte das pessoas, alguma instabilidade leve pode persistir por mais tempo - e aí a reabilitação vestibular (exercícios específicos com orientação) ajuda bastante. Quem tem crises repetidas ou sintomas que não passam merece avaliação para entender se é mesmo labirintite ou outra causa de vertigem.

O que NÃO fazer
  • Tomar remédio de tontura/enjoo por conta própria por tempo prolongado. Eles aliviam na crise, mas, usados demais, atrasam a recuperação do equilíbrio. Dose e tempo são decisão médica.
  • Dirigir, subir em escadas ou operar máquinas no meio de uma crise. A vertigem e o risco de queda tornam isso perigoso.
  • Ficar totalmente parado por muitos dias. Repouso na fase aguda, sim; mas voltar ao movimento aos poucos é o que recupera o equilíbrio.
  • Assumir que "é só labirintite" diante de sinais de alarme. Fraqueza de um lado, fala enrolada ou visão dupla com tontura não são labirintite - são emergência.

Sinais de alarme: quando não é "só labirintite"

A labirintite, apesar de muito incômoda, raramente é perigosa. O cuidado é não confundir uma vertigem benigna do ouvido com uma causa central (no cérebro), como um AVC, ou com um problema cardíaco. Por isso, vertigem que vem com fala enrolada, fraqueza ou dormência de um lado do corpo, visão dupla, dor de cabeça súbita e muito forte, dor no peito, palpitação, desmaio ou perda súbita de audição é emergência - não espere passar.

O que a nossa experiência mostra. A labirintite é, na imensa maioria das vezes, um diagnóstico clínico - feito pela história e pelo padrão dos sintomas, sem precisar de exame. Na nossa base, isso aparece com clareza:

90%
das pessoas que nos procuraram por labirintite ou vertigem não precisaram de nenhum exame. Quando algum exame entrou, foi para descartar uma causa no coração ou no cérebro (eletrocardiograma, tomografia) - não para "confirmar" a labirintite, que é diagnóstico clínico.
Dado operacional Plantão 24h, n = 42 atendimentos por labirintite/vertigem (jan–mai 2026, amostra moderada).

Ou seja: o exame, quando entra, está a serviço de excluir o que é grave. Os três cenários abaixo ajudam a calibrar a urgência:

Dá para cuidar em casa

Vertigem que veio após um resfriado, com zumbido ou ouvido abafado, mas você fica de pé com cuidado e melhora com repouso. Cuide em casa e, se não melhorar em alguns dias ou voltar muito, procure avaliação.

Procure avaliação

Vertigem que não passa em alguns dias, que volta com frequência, que atrapalha a rotina, ou com dor de ouvido e febre (pode ser otite). Vale entender se é labirintite e qual o melhor caminho.

Emergência - PS ou 192

Fala enrolada, fraqueza/dormência de um lado, visão dupla, desequilíbrio que impede ficar de pé, dor de cabeça súbita e muito forte, dor no peito, palpitação, desmaio, ou perda súbita de audição. Procure socorro na hora.

Tontura + sinal neurológico = não é labirintite

A pista mais importante para não confundir labirintite com um AVC é o que vem junto com a vertigem. Tontura acompanhada de fraqueza ou dormência em um lado do corpo, fala enrolada, boca torta, visão dupla, dificuldade para andar ou de coordenar os movimentos precisa de pronto-socorro imediato, mesmo que pareça "só uma labirintite forte". Diante desses sinais, cada minuto conta - ligue para o SAMU (192).

Como a telemedicina ajuda (e qual é o limite)

A labirintite tem um diagnóstico muito baseado na história - o que combina com a teleconsulta. O médico ouve o seu relato, ajuda a entender se o padrão tem cara de labirintite (vertigem com sintoma no ouvido, após virose), diferencia das outras causas de tontura, orienta o que fazer na crise e diz quando vale investigar. O limite honesto: alguns passos precisam ser presenciais - examinar o ouvido (otoscopia), checar o equilíbrio e o movimento dos olhos (nistagmo), e fazer as manobras de reposicionamento da VPPB. E qualquer suspeita de causa central (AVC) ou de otite bacteriana exige avaliação presencial, muitas vezes com otorrino ou neurologista.

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Perguntas frequentes

O que é labirintite e quais são os sintomas?

Labirintite é a inflamação do labirinto, a parte do ouvido interno que cuida do equilíbrio e da audição. O sintoma principal é a vertigem - a sensação de que tudo gira - que piora com o movimento da cabeça e costuma vir com enjoo, vômito e desequilíbrio. O que diferencia a labirintite de outras tonturas é o sintoma no ouvido: zumbido, audição abafada ou perda de audição. Muitas vezes começa de repente, dias depois de um resfriado ou gripe.

Labirintite tem cura?

Na maioria dos casos, sim. A labirintite viral melhora sozinha, e o equilíbrio costuma voltar ao normal em dias a poucas semanas, conforme o ouvido interno se recupera e o cérebro se readapta. Em parte das pessoas, uma instabilidade leve pode durar mais tempo - e a reabilitação vestibular (exercícios com orientação) ajuda. Crises repetidas ou sintomas que não passam merecem avaliação para confirmar se é mesmo labirintite ou outra causa de vertigem.

O que é bom para labirintite e como aliviar a crise?

Na crise, o que mais ajuda é repousar num lugar calmo, com pouca luz e barulho, evitar movimentos bruscos da cabeça, levantar e virar devagar e fixar o olhar num ponto parado quando a vertigem aperta. Beber água ajuda com o enjoo. Remédios para tontura e enjoo existem, mas devem ser usados por orientação médica - por conta própria e por muito tempo, eles atrasam a recuperação do equilíbrio. Passada a fase aguda, voltar ao movimento aos poucos acelera a melhora.

Qual a diferença entre labirintite e tontura?

Tontura é um sintoma, com várias causas possíveis (pressão baixa, jejum, ansiedade, problema de coração, efeito de remédio, cristais soltos no ouvido). Labirintite é uma dessas causas: a inflamação do labirinto, no ouvido interno. Por isso "nem toda tontura é labirintite". A labirintite costuma dar vertigem rotatória (tudo girando) com sintoma no ouvido, como zumbido ou audição abafada. Tontura sem nenhum sintoma auditivo geralmente tem outra explicação.

O que causa a labirintite? Existe "labirintite emocional"?

A causa mais comum é viral: a labirintite costuma aparecer junto ou depois de um resfriado ou gripe. Há também a forma bacteriana, mais rara e séria, ligada a uma otite que avança (em geral com dor de ouvido e febre). "Labirintite emocional" ou "nervosa" é um nome popular, não um diagnóstico: estresse e ansiedade não causam a inflamação, mas provocam tontura e pioram o mal-estar. Essa tontura da ansiedade costuma ser diferente da vertigem do labirinto e sem sintoma no ouvido.

Quanto tempo dura uma labirintite?

A fase mais intensa da vertigem costuma durar de algumas horas a poucos dias. A recuperação completa do equilíbrio acontece, na maioria das vezes, em dias a algumas semanas, à medida que o ouvido interno se recupera. Em parte das pessoas, sobra uma instabilidade leve por mais tempo, que melhora com a volta gradual ao movimento e, quando preciso, com reabilitação vestibular. Sintomas que se arrastam ou voltam muito merecem avaliação médica.

Labirintite pode ser AVC?

Labirintite não é AVC, mas a vertigem é um sintoma que pode aparecer nos dois - por isso é importante diferenciar. O que aponta para algo no cérebro, e não para o ouvido, é a tontura vir junto com fala enrolada, fraqueza ou dormência de um lado do corpo, boca torta, visão dupla, dificuldade para andar ou coordenar os movimentos, ou uma dor de cabeça súbita e muito forte. Diante de qualquer um desses sinais, procure o pronto-socorro imediatamente ou ligue para o SAMU (192).

Qual médico trata labirintite e quando procurar?

A avaliação inicial pode ser feita por um clínico geral, inclusive por teleconsulta, que ajuda a entender o padrão, orientar a crise e dizer se é preciso investigar. Casos que se arrastam, voltam muito ou precisam de exame do equilíbrio e manobras costumam ser encaminhados ao otorrinolaringologista; quando há suspeita de causa no cérebro, ao neurologista. Procure avaliação se a vertigem não melhora em alguns dias, e atendimento de emergência diante dos sinais de alarme.

Fontes consultadas
  1. NHS — Labyrinthitis and vestibular neuritis. nhs.uk/conditions/labyrinthitis
  2. NHS — Vertigo. nhs.uk/conditions/vertigo
  3. MedlinePlus — Labyrinthitis. medlineplus.gov
  4. Cleveland Clinic — Labyrinthitis. my.clevelandclinic.org
  5. Merck Manual (Versão para Profissionais) — Vestibular Neuronitis. merckmanuals.com
  6. CFM — Resolução nº 2.314/2022 (telemedicina). sistemas.cfm.org.br
Dr. Leonardo Silva Vieira Filho
Revisado por Dr. Leonardo Silva Vieira Filho

Médico generalista - CRM 33727/GO. Formação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com experiência em urgência, emergência e Responsabilidade Técnica.

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Sobre este artigo: escrito pela equipe editorial do Plantão 24h com base em NHS, MedlinePlus, Cleveland Clinic e Merck Manual (Versão para Profissionais), na Resolução CFM nº 2.314/2022 de telemedicina e na experiência da própria operação. Revisão técnica pelo Dr. Leonardo Silva Vieira Filho (CRM 33727/GO). Atualizamos o conteúdo a cada 12 meses ou quando houver nova diretriz oficial. Este texto é educativo e não substitui consulta médica.

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