Sintomas

Crise de ansiedade: sintomas no corpo, quanto dura e o que fazer

Escrito pela equipe editorial do Plantão 24h e revisado pelo Dr. Leonardo Silva Vieira Filho - CRM 33727/GO | Publicado em | Última revisão médica: | 9 min de leitura

Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica.

Mulher jovem encostada na parede de casa, curvada com as duas mãos sobre o peito durante uma crise de ansiedade, com pessoas desfocadas ao fundo
Resposta rápida

A crise de ansiedade é um pico súbito de medo ou desconforto intenso que vem acompanhado de sintomas físicos fortes - coração acelerado, falta de ar, aperto ou dor no peito, tremor, formigamento e sensação de que algo terrível vai acontecer. Por mais assustadora que pareça, uma crise de ansiedade não é perigosa em si e não causa infarto nem "enlouquece": ela atinge o pico em cerca de 10 minutos e costuma ceder em até meia hora. O que ajuda na hora é respirar devagar (expiração mais longa que a inspiração), se ancorar no presente e lembrar que vai passar. Procure avaliação médica se for a primeira vez, se houver fatores de risco pro coração, se as crises se repetem, ou - imediatamente - se houver pensamentos de se machucar (ligue para o CVV no 188).

Pontos-chave
  • Os sintomas são reais e físicos - coração disparado, falta de ar, aperto no peito - mas vêm de uma descarga de adrenalina, não de uma doença do corpo.
  • A crise passa: o pico costuma ser em ~10 minutos e a maioria cede em até 20 a 30 minutos.
  • Não é infarto nem perigo de vida - mas na primeira vez, ou com fatores de risco cardíaco, vale descartar o coração com um médico.
  • Respirar devagar é o que mais ajuda na hora: inspirar pelo nariz e soltar o ar bem devagar pela boca, mais lento na expiração.
  • Exame raramente é necessário: na nossa base de atendimentos por ansiedade, 98% não precisaram de nenhum exame.
  • Crises que se repetem pedem acompanhamento - pode ser síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, que têm tratamento.

O que é uma crise de ansiedade?

Uma crise de ansiedade é uma onda súbita e intensa de medo, angústia ou desconforto que dispara junto uma série de reações físicas: o coração acelera, a respiração fica curta, vem aperto no peito, tremor, suor e a sensação de que algo muito ruim está prestes a acontecer. É o "modo alarme" do corpo sendo acionado sem um perigo real à frente - uma resposta de luta ou fuga que disparou na hora errada.

Por trás da crise está um mecanismo antigo e útil: diante de uma ameaça, o cérebro libera adrenalina para o corpo reagir - o coração acelera, a respiração encurta, os sentidos ficam em alerta. O problema é quando esse alarme dispara sem motivo proporcional (numa fila, no trânsito, deitado na cama) e a pessoa lê as próprias sensações como sinal de que algo gravíssimo vai acontecer. Esse medo das sensações gera mais adrenalina, que as intensifica: é o ciclo que faz a crise crescer.

Vale separar dois termos que se confundem. Ansiedade é uma emoção normal - todo mundo sente diante de uma prova ou uma mudança; vira problema quando é desproporcional, frequente e atrapalha a vida. A crise de ansiedade é o episódio agudo, o pico desse desconforto. Quando esses picos são intensos, surgem "do nada" e fazem a pessoa temer novas crises, o quadro pode ser uma síndrome do pânico - falamos dela adiante.

Sintomas de uma crise de ansiedade no corpo e na mente

Os sintomas mais comuns são coração acelerado ou palpitando, falta de ar, aperto ou dor no peito, tremor, suor, formigamento (nas mãos, no rosto ou ao redor da boca), tontura e calafrios ou ondas de calor. Junto vêm os sintomas mentais: medo intenso, sensação de que vai perder o controle, de irrealidade ou de que algo terrível vai acontecer. Por serem sintomas tão físicos, muita gente acha que está tendo um problema no coração - e não uma crise emocional.

Os sintomas físicos que mais aparecem numa crise:

  • Coração acelerado ou batendo forte (palpitações) - dos sintomas mais assustadores e frequentes.
  • Falta de ar ou sensação de sufocamento, respiração curta e rápida.
  • Aperto ou dor no peito - uma pressão ou "nó" que assusta porque lembra o coração.
  • Tremor nas mãos ou no corpo e tensão muscular.
  • Formigamento ou dormência, em geral nas mãos, pés ou ao redor da boca (ligado à respiração acelerada).
  • Tontura, cabeça leve ou sensação de desmaio.
  • Suor frio, calafrios ou ondas de calor; náusea ou "frio na barriga".

E os sintomas mentais e emocionais: medo intenso ou pânico sem causa clara, a sensação de que algo terrível vai acontecer (de morte iminente ou de perder o controle), uma sensação de irrealidade - de estar "fora do corpo" - e a vontade de fugir do lugar onde se está.

Na nossa própria base de atendimentos, entre os relatos livres de quem procurou ajuda por ansiedade, as queixas que mais aparecem são justamente as físicas: "crise de ansiedade", "coração acelerado", "aperto no peito" e "dificuldade para dormir". O corpo é o palco principal da crise, e é por isso que ela engana tanto.

É ansiedade ou é o coração?

É a dúvida mais comum - e legítima, porque os sintomas se sobrepõem. Em geral, a dor da crise de ansiedade é em pontada ou aperto, muda com a respiração ou com a posição, vem junto de formigamento e medo intenso, e melhora quando a pessoa se acalma. A dor de origem cardíaca costuma ser um peso ou aperto que irradia para o braço esquerdo, mandíbula ou costas, piora com esforço e vem com suor frio e falta de ar que não passa. Na dúvida - principalmente na primeira vez ou com fatores de risco - trate como emergência e procure um pronto-socorro.

Algumas pistas que ajudam a diferenciar (sem substituir a avaliação médica):

Mais a favor de crise de ansiedadeAcende o alerta para o coração
Dor em pontada ou aperto que muda com a respiração ou a posiçãoPeso/aperto que irradia para braço esquerdo, mandíbula ou costas
Surge em repouso, em situação de estresse ou "do nada"Surge ou piora com esforço físico
Vem com formigamento, tremor e medo intensoVem com suor frio intenso, enjoo e falta de ar que não cede
Melhora à medida que a pessoa se acalma e respira devagarPersiste ou piora mesmo com a pessoa parada e calma
Pessoa jovem, sem doença do coração conhecidaIdade mais alta, hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo

Essa diferenciação ajuda, mas tem um limite honesto: nenhuma tabela substitui o exame médico. Na primeira crise, em quem tem fatores de risco cardiovascular, ou quando a dor é diferente de tudo que a pessoa já sentiu, o certo é descartar o coração - às vezes só um eletrocardiograma resolve a dúvida em minutos.

98%
das consultas por ansiedade na Plantão 24h não precisaram de nenhum exame - e, entre as que precisaram, o coração quase sempre estava bem.
— Base Plantão 24h, jan-mai 2026, n=1.613 atendimentos por ansiedade / crise de pânico

O que a nossa própria base mostra. Entre as consultas em que a ansiedade ou a crise de pânico foi o motivo principal (n=1.613, idade mediana de 28 anos, 67% mulheres), 98% não geraram pedido de nenhum exame - o diagnóstico é clínico, pela história e pelos sintomas. Quando algum exame foi pedido, foi para descartar outras causas e quase sempre veio normal (o eletrocardiograma, por exemplo, apareceu em pouquíssimos casos). É uma população jovem que escolheu a teleconsulta, então tende a quadros sem doença cardíaca de base, e não é um estudo populacional - mas o recado clínico se sustenta: na imensa maioria das crises de ansiedade, o coração está saudável; o sofrimento é real, mas não é cardíaco.

Dado operacional descritivo da telemedicina Plantão 24h (jan-mai 2026, população que tende a ser mais jovem que a média; n=1.613). Não é estudo clínico, diretriz nem substitui avaliação médica.

Quanto tempo dura uma crise de ansiedade

A maioria das crises atinge o pico em cerca de 10 minutos e vai cedendo em seguida, durando no total algo entre alguns minutos e meia hora. É raro uma crise se manter no auge por muito tempo - o próprio corpo não sustenta a descarga de adrenalina por muito tempo. O que pode se arrastar depois é um cansaço, uma sensação de "ressaca" e o medo de que a crise volte.

O "cronograma" típico de uma crise:

  • Início: a sensação sobe rápido, às vezes em segundos - coração dispara, respiração encurta, vem o medo.
  • Pico (por volta de 10 minutos): é o momento mais intenso, em que os sintomas físicos e o medo chegam ao máximo.
  • Descida: passado o pico, a adrenalina começa a baixar e os sintomas vão afrouxando, mesmo sem fazer nada.
  • Depois: pode sobrar cansaço, moleza e tensão por algumas horas. Isso é normal e também passa.

Saber que a crise tem hora para acabar já ajuda a enfrentá-la: em vez de lutar contra cada sintoma, dá para lembrar que é uma onda que vai subir, chegar ao topo e descer.

O que fazer durante uma crise de ansiedade

O mais eficaz na hora é desacelerar a respiração: inspire pelo nariz contando até 4 e solte o ar bem devagar pela boca contando até 6, mais lento na expiração. Em paralelo, ancore-se no presente (sinta os pés no chão, nomeie coisas que você vê e ouve) e lembre que é uma crise de ansiedade e que ela vai passar. Não tente "fazer parar à força" nem fugir desesperadamente - aceitar que a onda vai passar é o que mais a encurta.

Um passo a passo do que funciona na crise:

  1. Respire devagar, com a expiração mais longa. Inspire pelo nariz por uns 4 segundos e solte o ar pela boca por uns 6. A respiração lenta sinaliza ao corpo que o perigo passou e ajuda a frear a adrenalina.
  2. Ancore-se no presente (técnica 5-4-3-2-1). Olhe e nomeie 5 coisas que você vê, 4 que pode tocar, 3 que ouve, 2 que cheira e 1 que pode saborear. Isso tira o foco das sensações internas e traz a mente de volta ao ambiente.
  3. Diga a si mesmo o que está acontecendo. "Isto é uma crise de ansiedade. É desconfortável, mas não é perigoso. Já passei por isso e vai passar." Nomear reduz o medo do medo.
  4. Não fuja nem lute contra os sintomas. Quanto mais você tenta empurrar a crise para longe, mais ela resiste. Permita que a onda exista, sabendo que ela vai descer sozinha.
  5. Procure um lugar mais calmo, se der. Sentar, afrouxar a roupa ou sair de um ambiente muito cheio ajuda - mas sem transformar a fuga em hábito que alimenta o medo.
  6. Depois do pico, dê tempo ao corpo. Beba um pouco de água e espere; a sensação de cansaço que sobra é esperada.
Como ajudar alguém em crise

Fique junto e mantenha a calma. Fale baixo e devagar, lembre que é uma crise de ansiedade e que vai passar, e ajude a pessoa a respirar devagar junto com você. Não minimize ("não é nada", "calma") nem peça para ela "parar" - isso aumenta a sensação de estar sozinha. Pergunte do que ela precisa e ofereça um lugar mais tranquilo. Se houver dor no peito que não passa ou desmaio, procure ajuda médica.

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Crise de ansiedade x síndrome do pânico

Toda crise de ansiedade é um episódio agudo de medo com sintomas físicos. A síndrome (ou transtorno) do pânico é quando essas crises são recorrentes, costumam surgir "do nada" (sem um gatilho claro) e a pessoa passa a viver com medo de ter novas crises, mudando a rotina para evitar lugares ou situações. Em resumo: a crise é o evento; a síndrome do pânico é o padrão de crises repetidas com medo antecipatório - e ela tem tratamento.

Uma crise isolada, ligada a um momento de estresse, é comum e não significa que a pessoa "tem pânico". O sinal de alerta é o padrão: crises que voltam, sem causa aparente, e o medo constante de quando a próxima vai chegar. Esse medo antecipatório pode levar a pessoa a evitar academia, shopping, dirigir ou ficar sozinha - e é aí que a ansiedade começa a encolher a vida. Quando isso acontece, vale procurar acompanhamento: tanto a síndrome do pânico quanto o transtorno de ansiedade generalizada (preocupação excessiva e quase diária) respondem bem a tratamento.

Como prevenir e o que ajuda no dia a dia

Não dá para "blindar" totalmente contra crises, mas hábitos reduzem a frequência e a intensidade: dormir bem, praticar atividade física regular, reduzir cafeína, álcool e nicotina, e treinar respiração e relaxamento em momentos calmos (para usar quando a crise vier). O tratamento de base, quando há um transtorno de ansiedade, é a psicoterapia - especialmente a terapia cognitivo-comportamental - às vezes combinada com medicação prescrita por um médico.

O que costuma ajudar no dia a dia:

  • Sono regular. A privação de sono deixa o sistema de alarme mais sensível - dormir bem é uma das medidas mais subestimadas contra a ansiedade.
  • Atividade física. Exercício regular gasta a tensão acumulada e tem efeito comprovado sobre a ansiedade; não precisa ser intenso, caminhar já conta.
  • Menos cafeína, álcool e nicotina. Café, energético, cigarro e álcool podem desencadear ou piorar crises em quem é sensível.
  • Treinar a respiração quando se está bem - praticá-la nos momentos calmos faz com que funcione melhor na hora da crise.
  • Psicoterapia. É o tratamento de base dos transtornos de ansiedade; a terapia cognitivo-comportamental ensina a quebrar o ciclo do medo das sensações.

Sobre medicação: existem tratamentos eficazes, mas a indicação, a escolha e a dose são sempre de um médico - e nenhum remédio para ansiedade deve ser usado por conta própria. Calmantes "emprestados" de outra pessoa, em especial, podem ser perigosos.

Quando procurar ajuda

Procure avaliação se for a primeira crise, se as crises se repetem, se o medo de ter crises está mudando a sua rotina, ou se a ansiedade atrapalha o sono, o trabalho e os relacionamentos. Vá ao pronto-socorro se houver dor no peito intensa que irradia ou não passa, falta de ar grave, desmaio, ou na dúvida entre crise e problema cardíaco com fatores de risco. E se em algum momento surgirem pensamentos de se machucar ou de morte, peça ajuda imediatamente: ligue para o CVV no 188 (gratuito, 24h) ou procure uma emergência.

Dá para cuidar com autocuidado

Crise isolada, ligada a um estresse claro, em pessoa jovem e sem doença do coração, que cedeu com respiração e calma. Foco em técnicas de respiração, sono e redução de gatilhos.

Vale procurar ajuda (teleconsulta ou presencial)

Crises que se repetem, medo constante de novas crises, ansiedade atrapalhando sono/trabalho/vida, ou primeira crise para entender o que houve. Para acolher, avaliar e orientar tratamento.

Emergência - PS, 192 ou CVV 188

Dor no peito que irradia ou não passa, falta de ar grave, desmaio, dúvida com o coração e fatores de risco - ou pensamentos de se machucar/de morte. Não espere: procure ajuda imediatamente.

A teleconsulta com clínico ajuda bastante na ansiedade: acolher, avaliar os sintomas, ajudar a descartar causas físicas, orientar o que fazer nas crises e indicar os próximos passos - inclusive iniciar um tratamento ou encaminhar para psicólogo e psiquiatra quando faz sentido. O que ela não faz é substituir o pronto-socorro nos sinais de alarme acima, nem o acompanhamento contínuo em saúde mental. Ser honesto sobre esse limite é parte do cuidado.

O que NÃO fazer numa crise
  • Hiperventilar ou respirar fundo e rápido — respiração acelerada piora o formigamento e a tontura; o caminho é desacelerar, com a expiração mais longa.
  • Tomar calmante de outra pessoa — ansiolíticos sem prescrição podem ser perigosos e criar dependência; medicação só com avaliação médica.
  • Usar álcool ou outras substâncias para "cortar" a crise — dá alívio falso e, no médio prazo, piora a ansiedade.
  • Brigar com os sintomas ou se cobrar para "parar já" — lutar contra a crise costuma prolongá-la; aceitar que vai passar a encurta.
  • Ignorar crises que se repetem — achar que "é só nervosismo" e não procurar ajuda deixa o quadro encolher a vida sem necessidade.
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Perguntas frequentes

O que fazer numa crise de ansiedade?

Desacelere a respiração - inspire pelo nariz contando até 4 e solte o ar devagar pela boca contando até 6, com a expiração mais longa. Ancore-se no presente (nomeie o que vê, ouve e toca) e lembre que é uma crise de ansiedade e que ela vai passar, em geral em poucos minutos. Não tente fazer parar à força nem fugir desesperadamente; aceitar que a onda vai descer é o que mais a encurta.

Quanto tempo dura uma crise de ansiedade?

A maioria atinge o pico em torno de 10 minutos e cede em seguida, durando no total entre alguns minutos e cerca de meia hora. É raro uma crise se manter no auge por muito tempo. Depois pode sobrar um cansaço e o medo de que volte, o que é normal e também passa.

Crise de ansiedade pode matar?

Não. Por mais assustadora que seja, a crise de ansiedade em si não causa infarto, não faz "enlouquecer" e não é perigosa para a vida - é uma descarga de adrenalina que o corpo resolve sozinho. O cuidado é outro: na primeira vez, ou em quem tem fatores de risco para o coração, os sintomas podem se confundir com um problema cardíaco, e aí vale descartar com um médico.

Como saber se é crise de ansiedade ou problema no coração?

A dor da ansiedade costuma ser em pontada ou aperto, muda com a respiração ou a posição, vem com formigamento e medo, e melhora quando a pessoa se acalma. A dor cardíaca costuma ser um peso que irradia para o braço, mandíbula ou costas, piora com esforço e vem com suor frio e falta de ar que não passa. Na dúvida, principalmente na primeira vez ou com fatores de risco, trate como emergência e procure um pronto-socorro.

O que fazer quando o coração acelera de ansiedade?

Sente-se, respire devagar com a expiração mais longa e lembre que o coração acelerado é a adrenalina da crise, não uma doença - ele tende a desacelerar à medida que você se acalma. Evite cafeína e energéticos no momento. Se as palpitações vierem com dor no peito que irradia, falta de ar grave ou desmaio, ou se houver fatores de risco cardíaco, procure avaliação médica para descartar o coração.

Como é uma crise de ansiedade?

É uma onda súbita de medo ou desconforto intenso com sintomas físicos fortes: coração acelerado, falta de ar, aperto no peito, tremor, formigamento, tontura e suor, junto da sensação de que algo terrível vai acontecer. Sobe rápido, atinge o pico em cerca de 10 minutos e depois vai cedendo. Por ser tão física, muita gente acha que está passando mal do coração.

Crise de ansiedade tem cura?

A crise em si é um episódio que passa. Quando as crises se repetem (síndrome do pânico) ou há um transtorno de ansiedade, o quadro tem tratamento eficaz - com psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, e em parte dos casos medicação prescrita por um médico. A maioria das pessoas melhora muito e volta a ter uma vida normal com o acompanhamento certo.

Como ajudar alguém em crise de ansiedade?

Fique junto, mantenha a calma e fale baixo e devagar. Lembre que é uma crise de ansiedade e que vai passar, e ajude a pessoa a respirar devagar com você. Não minimize ("não é nada", "calma") nem mande "parar". Pergunte do que ela precisa e ofereça um lugar mais tranquilo. Se houver dor no peito que não passa, desmaio, ou primeira crise com fatores de risco cardíaco, procure ajuda médica.

Fontes consultadas
  1. NHS — Panic disorder. nhs.uk/mental-health/conditions/panic-disorder
  2. NHS — Anxiety, fear and panic. nhs.uk/mental-health/feelings-symptoms-behaviours
  3. MedlinePlus — Panic disorder. medlineplus.gov/panicdisorder
  4. Cleveland Clinic — Panic attacks & panic disorder. my.clevelandclinic.org
  5. Merck Manual (Versão para Profissionais) — Panic Attacks and Panic Disorder. merckmanuals.com
  6. CVV — Centro de Valorização da Vida (188). cvv.org.br
  7. CFM — Resolução nº 2.314/2022 (telemedicina). sistemas.cfm.org.br
Dr. Leonardo Silva Vieira Filho
Revisado por Dr. Leonardo Silva Vieira Filho

Médico generalista - CRM 33727/GO. Formação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com experiência em urgência, emergência e Responsabilidade Técnica.

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Sobre este artigo: escrito pela equipe editorial do Plantão 24h com base em diretrizes do NHS (Reino Unido), do MedlinePlus, da Cleveland Clinic e do Merck Manual (Versão para Profissionais), na Resolução CFM nº 2.314/2022 de telemedicina, e em dado operacional da própria base de atendimentos. Revisão técnica pelo Dr. Leonardo Silva Vieira Filho (CRM 33727/GO). Atualizamos o conteúdo a cada 12 meses ou quando houver nova diretriz oficial. Este texto tem caráter educativo e não substitui consulta médica.

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