Hipertensão

A hipertensão, ou pressão alta, é uma das condições de saúde mais comuns no mundo. Milhões de pessoas convivem com ela, muitas vezes sem saber — por isso é chamada de "assassina silenciosa". A boa notícia é que, quando diagnosticada e tratada adequadamente, a hipertensão pode ser controlada, reduzindo significativamente o risco de complicações graves como derrame, infarto e problemas renais.
Se você recebeu um diagnóstico de pressão alta, ou simplesmente quer entender melhor o que é essa condição, este artigo vai ajudar. Vamos explicar as causas, sintomas, tratamentos e medidas de prevenção de forma clara e acessível. Com serviços como o Plantão 24h, você pode falar com um médico qualificado online, sem longas esperas, clínicas lotadas ou o estresse de marcar consultas. Saber reconhecer os sinais e quando procurar orientação lhe dá mais controle sobre a sua saúde e ajuda a prevenir complicações.
Ter hipertensão, no entanto, não significa que você não pode ter uma vida plena e ativa. Com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida, é totalmente possível manter a pressão sob controle.
O que é hipertensão?
Hipertensão é o termo médico para pressão arterial alta. A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias enquanto o coração bombeia. Ela é medida em dois valores: a pressão sistólica (quando o coração se contrai) e a diastólica (quando ele relaxa). Uma leitura normal fica em torno de 120/80 mmHg (lê-se "120 por 80 milímetros de mercúrio").
Quando a pressão arterial permanece consistentemente acima de 130/80 mmHg, considera-se que a pessoa tem hipertensão. Com o tempo, essa pressão elevada força o coração a trabalhar mais e danifica as artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, renais e cerebrais.
O mais preocupante é que a hipertensão geralmente não causa sintomas evidentes nos estágios iniciais. Muitas pessoas descobrem que têm pressão alta apenas em exames de rotina ou quando já desenvolveram complicações. Por isso, é fundamental medir a pressão regularmente — especialmente se você tem histórico familiar, está acima do peso ou tem mais de 40 anos.
Causas comuns
A hipertensão pode ter diferentes origens. Em cerca de 90% dos casos, não há uma causa única identificável — chamamos isso de hipertensão primária ou essencial. Nos outros 10%, a pressão alta é secundária a outra condição de saúde. Vamos entender os principais fatores envolvidos.
Hipertensão primária (essencial)
A hipertensão primária se desenvolve gradualmente ao longo dos anos e está relacionada a uma combinação de fatores genéticos e de estilo de vida. Pessoas com histórico familiar de pressão alta têm maior risco. Além disso, hábitos como alimentação rica em sódio, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e estresse crônico contribuem para o aumento da pressão arterial.
O envelhecimento também desempenha um papel importante. Com o passar dos anos, as artérias tendem a perder elasticidade, tornando-se mais rígidas, o que dificulta o fluxo sanguíneo e eleva a pressão.
Hipertensão secundária
Quando a pressão alta é causada por outra doença ou condição, chamamos de hipertensão secundária. Entre as causas estão:
- Doenças renais: problemas nos rins podem afetar o equilíbrio de líquidos e eletrólitos, elevando a pressão
- Apneia do sono: a interrupção da respiração durante o sono provoca picos de pressão arterial
- Problemas hormonais: condições como hipertireoidismo, síndrome de Cushing ou tumores nas glândulas adrenais podem desregular a pressão
- Medicamentos: anti-inflamatórios, anticoncepcionais, descongestionantes e alguns suplementos podem elevar a pressão
- Uso de substâncias: cocaína, anfetaminas e até o excesso de cafeína podem causar hipertensão temporária ou crônica
Fatores de risco modificáveis
Alguns fatores aumentam significativamente o risco de desenvolver hipertensão e podem ser controlados ou modificados:
- Sobrepeso e obesidade: o excesso de peso força o coração a bombear mais sangue, aumentando a pressão
- Dieta rica em sódio e pobre em potássio: o sal em excesso retém líquidos, elevando a pressão; o potássio ajuda a equilibrar esse efeito
- Sedentarismo: a falta de atividade física enfraquece o sistema cardiovascular
- Consumo excessivo de álcool: beber regularmente em grandes quantidades danifica o coração e as artérias
- Tabagismo: fumar danifica as paredes dos vasos sanguíneos e aumenta temporariamente a pressão arterial
- Estresse crônico: níveis elevados de estresse por longos períodos liberam hormônios que aumentam a pressão
Sintomas associados e diagnóstico
A hipertensão é frequentemente chamada de "assassina silenciosa" porque, na maioria dos casos, não provoca sintomas até que já tenha causado danos significativos ao corpo. No entanto, quando a pressão atinge níveis muito altos ou há uma crise hipertensiva, alguns sinais podem aparecer:
- Dor de cabeça intensa, especialmente na nuca
- Tontura ou vertigem
- Zumbido no ouvido
- Visão embaçada ou manchas na visão
- Fadiga ou cansaço excessivo
- Falta de ar
- Dor no peito
- Batimentos cardíacos irregulares (palpitações)
- Sangramento nasal (em casos de pressão muito alta)
Esses sintomas não são exclusivos da hipertensão e podem indicar outras condições. Por isso, a medição regular da pressão arterial é a forma mais confiável de diagnóstico.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da hipertensão é feito por meio de medições repetidas da pressão arterial. Uma única leitura elevada não confirma o diagnóstico — é preciso que a pressão esteja alta em pelo menos duas ou três consultas diferentes.
O médico pode recomendar:
- Medição em consultório: a forma mais comum, feita com aparelho de pressão manual ou digital
- Monitoramento ambulatorial da pressão arterial (MAPA): um aparelho é usado por 24 horas para medir a pressão em intervalos regulares, fornecendo um panorama mais completo
- Medição residencial: medir a pressão em casa com aparelhos digitais confiáveis ajuda a acompanhar a evolução e confirmar o diagnóstico
Além disso, o médico pode solicitar exames complementares para avaliar possíveis causas secundárias e verificar se há danos em órgãos-alvo:
- Exames de sangue (função renal, diabetes, colesterol)
- Exame de urina
- Eletrocardiograma (ECG)
- Ecocardiograma
- Ultrassonografia de artérias renais (em casos específicos)
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Opções de tratamento para hipertensão
O tratamento da hipertensão tem como objetivo reduzir a pressão arterial e mantê-la em níveis saudáveis, prevenindo complicações. A abordagem geralmente combina mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicamentos prescritos pelo médico.
Mudanças no estilo de vida
Para muitas pessoas, especialmente aquelas com hipertensão leve, ajustes no dia a dia podem ser suficientes para controlar a pressão arterial — ou reduzir a necessidade de medicamentos. Veja as principais recomendações:
- Reduza o consumo de sal: limite a ingestão de sódio a menos de 2.000 mg por dia (cerca de uma colher de chá de sal). Evite alimentos processados, embutidos, enlatados e temperos prontos
- Adote uma dieta equilibrada: priorize frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e laticínios com baixo teor de gordura. A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) é especialmente recomendada
- Mantenha um peso saudável: perder até 5% do peso corporal já pode resultar em reduções significativas na pressão arterial
- Pratique atividade física regularmente: pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana (caminhada, natação, ciclismo) ajudam a fortalecer o coração e reduzir a pressão
- Reduza o consumo de álcool: limite-se a uma dose por dia para mulheres e duas para homens
- Pare de fumar: o tabagismo danifica as artérias e aumenta o risco de complicações cardiovasculares
- Controle o estresse: técnicas de relaxamento, meditação, respiração profunda e hobbies podem ajudar a reduzir a ansiedade e a pressão arterial
- Durma bem: a falta de sono de qualidade está associada ao aumento da pressão arterial. Procure dormir de 7 a 9 horas por noite
Essas mudanças não precisam ser implementadas todas de uma vez. Comece aos poucos e celebre cada progresso.
Tratamentos médicos
Quando mudanças no estilo de vida não são suficientes, ou quando a hipertensão é mais grave, o médico pode prescrever medicamentos anti-hipertensivos. Existem várias classes de remédios que atuam de formas diferentes:
- Diuréticos: ajudam os rins a eliminar sódio e água, reduzindo o volume de sangue
- Inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina): relaxam os vasos sanguíneos
- Bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA): têm efeito semelhante aos inibidores da ECA
- Bloqueadores dos canais de cálcio: relaxam os músculos das artérias
- Betabloqueadores: reduzem a frequência cardíaca e a força de contração do coração
- Vasodilatadores: relaxam diretamente os músculos das paredes arteriais
Cada pessoa responde de forma diferente aos medicamentos, e pode ser necessário ajustar doses ou combinar mais de um tipo para atingir o controle adequado. Nunca ajuste ou interrompa a medicação por conta própria — sempre converse com seu médico antes de fazer qualquer mudança.
É importante também tratar condições associadas, como diabetes, colesterol alto e apneia do sono, que podem dificultar o controle da pressão arterial.
Prevenção
Prevenir a hipertensão — ou evitar que ela piore — está ao seu alcance. Muitas das medidas de prevenção são as mesmas recomendadas para o tratamento:
- Mantenha uma alimentação saudável: priorize alimentos naturais, ricos em fibras, potássio e magnésio. Reduza o sal, açúcar e gorduras saturadas
- Controle o peso corporal: o sobrepeso é um dos principais fatores de risco evitáveis
- Pratique exercícios regularmente: a atividade física fortalece o coração e melhora a circulação
- Limite o álcool e evite o tabaco: ambos aumentam significativamente o risco de hipertensão e complicações
- Gerencie o estresse: encontre formas saudáveis de lidar com a pressão do dia a dia, como meditação, hobbies, tempo com amigos e familiares
- Durma bem: a qualidade do sono afeta diretamente a saúde cardiovascular
- Monitore sua pressão arterial: especialmente se você tem histórico familiar ou outros fatores de risco, meça sua pressão regularmente
- Faça check-ups regulares: consultas médicas periódicas ajudam a identificar alterações precocemente
Adotar essas medidas desde cedo, mesmo que você ainda não tenha hipertensão, é um investimento valioso na sua saúde a longo prazo.
Quando consultar um médico
Embora a hipertensão raramente cause sintomas imediatos, existem situações em que você deve buscar orientação médica sem demora:
- Pressão arterial acima de 180/120 mmHg (crise hipertensiva)
- Dor de cabeça intensa e persistente, especialmente acompanhada de confusão mental ou visão embaçada
- Dor no peito ou falta de ar
- Palpitações frequentes ou batimentos cardíacos irregulares
- Sangramento nasal sem causa aparente
- Sintomas de derrame, como fraqueza súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou perda de equilíbrio
- Fadiga extrema ou inchaço nas pernas e tornozelos
- Descoberta de pressão alta em medições caseiras ou em farmácias
Além disso, se você tem diagnóstico de hipertensão e percebe que os medicamentos não estão controlando adequadamente a pressão, ou se apresenta efeitos colaterais, procure seu médico para reavaliar o tratamento.
Se precisar de orientação rápida, fale com um médico online no Plantão 24h e inicie seu tratamento com segurança. O acesso rápido a profissionais qualificados pode fazer toda a diferença no controle da sua pressão arterial e na prevenção de complicações graves.
Perguntas mais frequentes (FAQ):
Hipertensão tem cura?
A hipertensão primária (essencial) geralmente não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com sucesso por meio de mudanças no estilo de vida e medicamentos. Já a hipertensão secundária pode ser curada se a causa subjacente (como um problema renal ou hormonal) for tratada adequadamente.
Posso ter pressão alta sem sintomas?
Sim, e isso é muito comum. A maioria das pessoas com hipertensão não apresenta sintomas evidentes, especialmente nos estágios iniciais. Por isso é fundamental medir a pressão arterial regularmente, mesmo que você se sinta bem.
Qual é a diferença entre pressão alta e pré-hipertensão?
Pré-hipertensão (ou pressão arterial elevada) é quando os valores estão entre 120-129/menos de 80 mmHg. Isso indica que a pressão está acima do ideal, mas ainda não chegou ao nível de hipertensão (130/80 mmHg ou mais). É um alerta para começar a adotar hábitos saudáveis e prevenir a progressão para hipertensão.
Preciso tomar medicamento para hipertensão para o resto da vida?
Depende. Muitas pessoas precisam usar medicamentos continuamente para manter a pressão controlada, especialmente se têm hipertensão moderada a grave ou fatores de risco importantes. No entanto, em alguns casos, mudanças significativas no estilo de vida (perda de peso, dieta saudável, exercícios) podem permitir a redução ou até a suspensão dos medicamentos — sempre sob orientação médica.
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