Sintomas

Conjuntivite: sintomas, tipos, tratamento e quando procurar médico

Escrito pela equipe editorial do Plantão 24h e revisado pelo Dr. Henrique Vieira dos Santos — CRM/SP 272510|Publicado em |Última revisão médica: |12 min de leitura

Conteúdo educativo. Não substitui consulta médica.

Pessoa no espelho do banheiro de manhã puxando a pálpebra inferior para examinar o olho vermelho e inchado, com leve crosta nos cílios
Resposta rápida

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva — a membrana transparente que cobre a parte branca do olho e o interior das pálpebras. Deixa o olho vermelho, lacrimejando, com sensação de areia e secreção. Tem três tipos com tratamentos diferentes: viral (a mais comum, muito contagiosa, não usa antibiótico), bacteriana (secreção amarelo-esverdeada, pálpebras grudadas ao acordar, pode precisar de colírio antibiótico com receita) e alérgica (coceira intensa nos dois olhos, não pega). Não dá para curar em 1 dia — a viral leva 1 a 2 semanas; o que se faz no primeiro dia é aliviar e parar de transmitir. Não pingue colírio por conta própria: o tipo certo depende do tipo de conjuntivite. Dor forte no olho, queda de visão, muita sensibilidade à luz, recém-nascido com olho secretando ou quem usa lente de contato precisam de avaliação presencial.

Pontos-chave
  • Sintoma central: olho vermelho, lacrimejando, com sensação de areia e secreção — em geral sem perda de visão
  • 3 tipos, condutas distintas: viral (não usa antibiótico), bacteriana (pode precisar de colírio antibiótico com receita), alérgica (antialérgico, não contagia)
  • Não tem cura em 1 dia: a viral dura 1–2 semanas; dá para aliviar e parar de transmitir já no dia 1
  • Colírio só o certo: colírio com corticoide por conta própria pode agravar a infecção e elevar a pressão do olho
  • Sinal de alerta: dor ocular forte, baixa de visão, muita sensibilidade à luz, recém-nascido ou usuário de lente de contato → atendimento presencial

O que é conjuntivite

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, a membrana fina e transparente que reveste a parte branca do olho (esclera) e o interior das pálpebras. Quando inflama, os vasos dela ficam dilatados — por isso o olho fica vermelho ou rosado. As causas mais comuns são vírus, bactérias e alergia; também pode ser irritativa (fumaça, cloro de piscina, poeira, corpo estranho).

É um dos motivos mais frequentes de "olho vermelho" e quase sempre é benigna: a maioria dos casos melhora sozinha ou com tratamento simples, sem deixar sequela. O que muda o cuidado é descobrir qual tipo é, porque viral, bacteriana e alérgica se tratam de formas diferentes — e porque algumas situações (dor forte, baixa de visão, recém-nascido, lente de contato) saem do "olho vermelho comum" e viram urgência.

Conjuntivite não é a mesma coisa que "vista cansada"

Olho vermelho tem várias causas. Conjuntivite inflama a conjuntiva e costuma vir com secreção, lacrimejamento e sensação de areia. Já dor intensa, queda de visão, pupila alterada ou muita sensibilidade à luz sugerem algo mais sério (úlcera de córnea, uveíte, glaucoma agudo) e não são conjuntivite comum — esses casos precisam de avaliação presencial rápida, de preferência com oftalmologista.

Sintomas — como saber se é conjuntivite

Os sinais clássicos são olho vermelho ou rosado, lacrimejamento, secreção (aquosa, ou amarela/esverdeada), sensação de areia ou cisco no olho, coceira (forte na alérgica), pálpebras inchadas e cílios grudados ao acordar. A visão costuma ficar normal — pode embaçar um pouco por causa da secreção, mas melhora ao piscar. Visão que não melhora ao piscar é sinal de alerta.

Sinais mais comuns

  • Vermelhidão em um ou nos dois olhos (parte branca rosada/avermelhada)
  • Lacrimejamento ou olho "molhado"
  • Secreção — aquosa na viral/alérgica, espessa amarelo-esverdeada na bacteriana
  • Sensação de areia, cisco ou ardência
  • Coceira — leve na viral/bacteriana, intensa na alérgica
  • Pálpebras inchadas e cílios grudados ao acordar
  • Sensibilidade à luz leve (fotofobia discreta)
  • Sensação de "olho pesado"; em geral sem dor forte e sem perda de visão

Sinais que NÃO são de conjuntivite comum

Dor ocular forte, queda ou embaçamento da visão que não melhora ao piscar, muita sensibilidade à luz, pupila irregular ou vermelhidão intensa em volta da íris apontam para um problema mais sério no olho. Isso muda tudo: deixa de ser caso de cuidado em casa e passa a exigir avaliação presencial, idealmente com oftalmologista.

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Conjuntivite viral, bacteriana ou alérgica?

A viral é a mais comum: secreção aquosa, costuma começar em um olho e passar para o outro, muito contagiosa, frequentemente junto de um resfriado. A bacteriana tem secreção espessa amarelo-esverdeada e pálpebras grudadas ao acordar. A alérgica dá coceira intensa nos dois olhos, lacrimejamento e vem com alergia (rinite, poeira, pólen) — e não é contagiosa. Diferenciar nem sempre é fácil só pelo olhar; na dúvida, vale avaliação médica.

CaracterísticaViralBacterianaAlérgica
SecreçãoAquosa, claraEspessa, amarelo-esverdeadaAquosa, clara
CoceiraLeveLeveIntensa
Olhos afetadosComeça em 1, vai pros 21 ou os 2Quase sempre os 2
Contagiosa?Sim, muitoSimNão
Vem junto comResfriado, gripeÀs vezes infecção respiratóriaRinite, pólen, poeira, ácaro
Tratamento baseAlívio + higiene (sem antibiótico)Pode usar colírio antibiótico (receita)Antialérgico + afastar o gatilho

A conjuntivite viral costuma acompanhar quadros respiratórios — é comum aparecer junto de gripe ou resfriado (em geral pelo adenovírus). Já a alérgica anda de mãos dadas com outras alergias do corpo; quem tem rinite ou tendência a reações alérgicas na pele costuma ter também o olho que coça em épocas de pólen, poeira ou ácaro. Identificar o padrão ajuda o médico a definir a conduta certa.

Como tratar conjuntivite (por tipo)

O tratamento depende do tipo. Viral: não usa antibiótico — foco em compressa fria, lágrima artificial, higiene rigorosa e tempo (melhora em 1–2 semanas). Bacteriana: higiene + muitas vezes colírio/pomada antibiótica prescrita; melhora costuma vir em 24–48 h. Alérgica: afastar o que causa alergia + compressa fria + colírio antialérgico ou anti-histamínico, conforme orientação. Em todos: nada de pingar colírio por conta própria sem saber o tipo.

Passo a passo enquanto busca atendimento

  1. Higienize as mãos e limpe a secreção do olho com gaze ou algodão umedecido em água filtrada/soro, do canto interno para fora — um algodão por olho, descartar depois.
  2. Compressa fria sobre os olhos fechados, alguns minutos, para aliviar inchaço e desconforto (compressa morna ajuda a soltar crostas da bacteriana).
  3. Lágrima artificial (colírio lubrificante sem conservante) alivia a sensação de areia e a irritação — é seguro e não trata a causa.
  4. Não use lente de contato enquanto o olho estiver vermelho/secretando; descarte o par em uso e o estojo se possível.
  5. Evite coçar ou esfregar e não compartilhe toalha, fronha ou maquiagem — para não piorar nem transmitir.

Esses cuidados servem para qualquer tipo enquanto você não foi avaliado. O que muda entre os tipos é a medicação específica — e essa decisão é médica, porque o colírio errado pode atrasar a melhora ou piorar o quadro.

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Colírio e remédios para conjuntivite

O único colírio seguro sem receita é a lágrima artificial (lubrificante), que só alivia. Colírio antibiótico serve para a conjuntivite bacteriana e exige prescrição médica. Colírio antialérgico é para a alérgica. E colírio com corticoide nunca deve ser usado por conta própria: se a causa for um vírus do herpes, ele agrava muito; também pode elevar a pressão do olho. Não existe "colírio para conjuntivite" universal de farmácia — o tipo certo depende do tipo de conjuntivite.

O que pode e o que não pode sem médico

OpçãoPara que serveCuidados
Lágrima artificial (lubrificante)Alívio da irritação e sensação de areiaLiberada. Não trata a causa. Preferir sem conservante
Compressa fria/mornaConforto, soltar crostasLiberada. Pano limpo por uso. Não compartilhar
Colírio antibióticoConjuntivite bacterianaSó com receita. Não serve para a viral
Colírio/antialérgicoConjuntivite alérgicaIdealmente com orientação. Afastar o gatilho é parte do tratamento
Colírio com corticoideCasos selecionados, decisão médicaNunca por conta própria — agrava herpes ocular e eleva a pressão do olho
"Colírio para tirar o vermelho"Só disfarça a vermelhidãoNão trata conjuntivite e pode mascarar piora. Evitar

Resumo prático: lágrima artificial e compressa, pode. Antibiótico, antialérgico específico ou corticoide, só com avaliação médica. Chutar o colírio na farmácia é o erro mais comum — atrasa a melhora e, no caso do corticoide, pode causar dano real ao olho.

Conjuntivite é contagiosa? Como não passar para os outros

A viral e a bacteriana são contagiosas; a alérgica não. A transmissão é por contato com a secreção do olho — mão que tocou o olho e depois uma superfície, toalha, fronha, maquiagem ou aperto de mão. A viral é especialmente contagiosa e pode transmitir por até cerca de 1 a 2 semanas, enquanto houver olho vermelho e secreção. Higiene das mãos e não compartilhar objetos pessoais são as medidas mais eficazes.

  • Lave as mãos com frequência, principalmente após tocar os olhos ou limpar a secreção
  • Não esfregue nem toque os olhos — e evite levar a mão ao rosto
  • Toalha, fronha e lençol individuais; troque a fronha com frequência
  • Não compartilhe maquiagem de olho, colírio, óculos ou lente de contato
  • Descarte a maquiagem de olho usada durante o quadro e o estojo de lente
  • Afaste-se de aglomerações enquanto houver secreção; criança costuma precisar ficar fora da escola/creche por alguns dias
  • Em casa, limpe maçanetas, celular e superfícies tocadas com frequência

Quanto tempo dura — dá para curar conjuntivite em 1 dia?

Não, conjuntivite não some em 1 dia. A viral costuma durar de 1 a 2 semanas (às vezes até 3) e melhora sozinha. A bacteriana melhora em poucos dias, em geral 24–48 h após começar o colírio antibiótico prescrito. A alérgica melhora rápido quando se afasta o gatilho e se usa antialérgico, mas volta enquanto durar a exposição. O que dá para fazer no primeiro dia é aliviar o desconforto e parar de transmitir — não "curar".

1–2 sem.
é a duração típica da conjuntivite viral, a forma mais comum. Ela melhora sozinha; antibiótico não acelera (e não funciona contra vírus). Promessa de "cura em 1 dia" não é realista.
— National Health Service (NHS) / Cleveland Clinic

Por que tanta gente pesquisa "curar conjuntivite em 1 dia"? Porque incomoda e atrapalha o dia a dia. Sendo honesto: dá para reduzir bastante o desconforto já no dia 1 (compressa, lágrima artificial, higiene) e, na bacteriana, o antibiótico certo encurta o quadro — mas a viral, que é a mais comum, segue seu curso de 1 a 2 semanas. Quem promete cura imediata está vendendo expectativa, não medicina.

Conjuntivite em bebês e crianças

É muito comum na infância e se espalha rápido em creche e escola. Os cuidados são os mesmos (higiene, compressa, não coçar) e a maioria é viral. Atenção especial ao recém-nascido: olho vermelho com secreção em bebê com menos de 28 dias é emergência (conjuntivite neonatal) e exige atendimento imediato. Em crianças maiores, procure avaliação se houver febre alta, muito inchaço, dor, sensibilidade à luz ou se não melhorar.

Na prática: criança com olho vermelho e secreção costuma precisar ficar alguns dias longe da escola/creche enquanto há secreção, para não contaminar a turma — o tempo exato é definido pelo médico conforme o tipo. Conjuntivite junto de febre alta, ou que vem com muito inchaço e dor, merece avaliação para descartar quadros mais sérios (como celulite ao redor do olho). E vale reforçar: no recém-nascido, qualquer secreção ocular é avaliação imediata, sem esperar.

Quando procurar médico

Conjuntivite comum é benigna. Mas dor ocular forte, queda ou embaçamento de visão que não melhora ao piscar, muita sensibilidade à luz, vermelhidão intensa, pupila alterada, recém-nascido com secreção, quem usa lente de contato com olho vermelho, ou trauma/produto químico no olho mudam o nível de cuidado — podem indicar algo sério (úlcera de córnea, herpes ocular, uveíte, glaucoma). Nesses casos, a avaliação precisa ser presencial e rápida, de preferência com oftalmologista ou pronto-socorro oftalmológico.

Leve — telemedicina resolve

Olho vermelho com secreção e sensação de areia, visão normal, sem dor forte nem sensibilidade à luz importante. Médico online avalia o tipo, orienta higiene, prescreve colírio quando indicado e emite atestado.

Moderada — avaliação médica

Sem melhora em 5–7 dias, secreção muito intensa, inchaço importante da pálpebra, episódios de repetição, ou dúvida sobre o tipo. Pode precisar de exame com oftalmologista.

Grave — presencial imediato

Dor ocular forte, baixa de visão, muita sensibilidade à luz, pupila alterada, recém-nascido com secreção, usuário de lente de contato com olho vermelho, ou trauma/químico no olho. Pronto-socorro oftalmológico.

Sinais de alerta — procure atendimento presencial

  • Dor forte dentro do olho (não só ardência ou incômodo)
  • Queda ou embaçamento da visão que não melhora ao piscar
  • Muita sensibilidade à luz (fotofobia importante)
  • Vermelhidão intensa, sobretudo em volta da íris, ou pupila irregular
  • Recém-nascido (< 28 dias) com olho vermelho ou secreção — emergência
  • Usuário de lente de contato com olho vermelho/dor — risco de úlcera de córnea
  • Trauma no olho ou contato com produto químico
  • Sem melhora em 5–7 dias, ou piora progressiva
  • Vesículas/feridas na pele ao redor do olho (suspeita de herpes)
O que NÃO fazer
  • Não pingue colírio por conta própria — principalmente com corticoide; pode agravar uma infecção por herpes e elevar a pressão do olho
  • Não use antibiótico "que sobrou" nem colírio de outra pessoa — a viral não responde a antibiótico, e o frasco compartilhado contamina
  • Não use lente de contato enquanto o olho estiver vermelho/secretando — risco de úlcera de córnea
  • Não esfregue nem coce os olhos — piora a inflamação e ajuda a passar para o outro olho e para outras pessoas
  • Não pingue leite materno, soro caseiro, "água de chá" ou colírio "para tirar o vermelho" — não tratam e podem contaminar ou mascarar piora
  • Não compartilhe toalha, fronha, maquiagem ou colírio durante o quadro
  • Não ignore dor forte, baixa de visão ou secreção em recém-nascido — não é "conjuntivite comum"
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Perguntas frequentes

O que é bom para conjuntivite?

Depende do tipo. Para qualquer um, ajuda: compressa fria, lágrima artificial, higiene das mãos e limpar a secreção com gaze umedecida. A viral melhora sozinha em 1–2 semanas (sem antibiótico). A bacteriana pode precisar de colírio antibiótico com receita. A alérgica melhora com antialérgico e afastando o gatilho. Não pingue colírio por conta própria sem saber o tipo.

Como curar conjuntivite em 1 dia?

Não é realista — conjuntivite não some em 1 dia. A viral, que é a mais comum, dura de 1 a 2 semanas e melhora sozinha; a bacteriana melhora em poucos dias com colírio antibiótico prescrito. No primeiro dia dá para reduzir o desconforto (compressa, lágrima artificial, higiene) e parar de transmitir, mas não curar. Quem promete cura imediata está vendendo expectativa.

Como saber se a conjuntivite é viral, bacteriana ou alérgica?

Pistas: viral — secreção aquosa, começa em um olho e passa pro outro, junto de resfriado, muito contagiosa. Bacteriana — secreção espessa amarelo-esverdeada, pálpebras grudadas ao acordar. Alérgica — coceira intensa nos dois olhos, com rinite/poeira/pólen, não contagiosa. Nem sempre dá para ter certeza só olhando; na dúvida, uma avaliação médica define a conduta.

Conjuntivite é contagiosa? Por quanto tempo?

A viral e a bacteriana são contagiosas; a alérgica não. A transmissão é pelo contato com a secreção (mão, toalha, fronha, maquiagem). A viral transmite enquanto houver olho vermelho e secreção — em geral por cerca de 1 a 2 semanas. Lavar as mãos com frequência e não compartilhar objetos pessoais são as medidas mais eficazes.

Qual o melhor colírio para conjuntivite?

Não existe um colírio universal. O único seguro sem receita é a lágrima artificial (só alivia). Colírio antibiótico é para a bacteriana e precisa de prescrição; colírio antialérgico é para a alérgica; corticoide nunca por conta própria (agrava herpes ocular e eleva a pressão do olho). O colírio certo depende do tipo de conjuntivite — por isso a avaliação médica importa.

Quanto tempo dura a conjuntivite?

Viral: 1 a 2 semanas (às vezes até 3), melhora sozinha. Bacteriana: melhora em poucos dias, geralmente 24–48 h após começar o antibiótico prescrito. Alérgica: melhora rápido ao afastar o gatilho e usar antialérgico, mas retorna enquanto durar a exposição. Se não melhorar em 5–7 dias ou piorar, reavalie com um médico.

Pode usar lente de contato com conjuntivite?

Não. Enquanto o olho estiver vermelho ou secretando, suspenda a lente de contato — usá-la aumenta o risco de úlcera de córnea, que é grave. Descarte o par em uso e o estojo se possível, e só volte a usar lentes novas após a liberação médica. Usuário de lente com olho vermelho e dor deve ser avaliado presencialmente, com prioridade.

Conjuntivite dá direito a atestado e quantos dias?

Pode dar, principalmente nas formas contagiosas (viral/bacteriana), porque a pessoa transmite enquanto há secreção e o olho costuma incomodar. O número de dias é definido pelo médico conforme o tipo e a evolução — não há um valor fixo. Uma teleconsulta consegue avaliar o quadro e emitir o atestado válido em todo o país quando indicado.

Conjuntivite em recém-nascido é grave?

Pode ser. Olho vermelho ou com secreção em bebê com menos de 28 dias é considerado emergência (conjuntivite neonatal) e exige atendimento imediato, presencial — algumas causas podem ameaçar a visão se não tratadas a tempo. Não espere "ver se melhora" nem pingue nada por conta própria: leve o bebê para avaliação na hora.

Dá para tratar conjuntivite por telemedicina?

Sim, na maioria dos casos sem sinais de alerta. O Conselho Federal de Medicina autoriza a teleconsulta pela Resolução CFM nº 2.314/2022: o médico avalia os sintomas, orienta a higiene, prescreve o colírio adequado quando indicado e emite atestado. Dor ocular forte, baixa de visão, recém-nascido, usuário de lente de contato e trauma devem ser avaliados presencialmente, com oftalmologista.

Fontes consultadas
  1. National Health Service (NHS). Conjunctivitis. nhs.uk/conditions/conjunctivitis
  2. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). About Pink Eye (Conjunctivitis). cdc.gov/conjunctivitis/about
  3. MedlinePlus (U.S. National Library of Medicine / NIH). Pink Eye / Conjunctivitis. medlineplus.gov/pinkeye
  4. Cleveland Clinic. Pink Eye (Conjunctivitis). my.clevelandclinic.org/health/diseases/8614-pink-eye-conjunctivitis
  5. Merck Manual (Professional Edition). Overview of Conjunctivitis. merckmanuals.com/professional/eye-disorders/conjunctival-and-scleral-disorders/overview-of-conjunctivitis
  6. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.314/2022 — Telemedicina. sistemas.cfm.org.br

Sobre este artigo: escrito pela equipe editorial do Plantão 24h com base em guidelines do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS), do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), do MedlinePlus (Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA / NIH), da Cleveland Clinic, do Merck Manual (Professional Edition) e na Resolução CFM nº 2.314/2022 de telemedicina. Revisão técnica por médico cadastrado no CFM. Atualizamos o conteúdo a cada 12 meses ou quando houver nova diretriz oficial. Este texto tem caráter educativo e não substitui consulta médica.

Conflitos de interesse: o Plantão 24h é uma plataforma de telemedicina. Nosso conteúdo educativo é independente da operação comercial; recomendações clínicas seguem evidência médica, não interesse de venda.